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Corrimão quebrado faz idoso cair


Aline Mazzo
Do Diário do Grande ABC

28/05/2005 | 07:15


Na passarela das escadas rolantes sobre a avenida João Ramalho, em Mauá, a depredação é geral. Todas as grades das rampas de acesso estão pichadas e muitas delas estouradas. A cobertura de acrílico possui vários furos. Outro exemplo do descaso com a conservação foi o acidente flagrado pelo Diário na última segunda-feira. O aposentado Donato Spina Buscaretti, 71 anos, estava em umas das escadas rolantes que sobem para a passarela. Ele se desequilibrou e segurou no corrimão para não cair. Como o corrimão estava quebrado e não acompanhava o movimento da escada rolante, Bucaretti caiu e cortou as costas no degrau da escada. "Eu ia de trem até Ribeirão Pires e agora tenho de ir para o hospital porque estou sentindo muitas dores", disse ao ser socorrido.

O promotor de vendas Márcio da Silva Santos, que viu Bucaretti cair, disse que o corrimão da escada já está sem funcionar há bastante tempo. "Ainda que hoje a maioria das escadas está funcionando. É comum ter de subir a pé porque as escadas estão desligadas", conta. Das oito escadas rolantes que dão acesso à passarela, a que dava saída para a avenida Barão de Mauá era a única desligada. "Eu não tenho idade para descer escadas com esse monte de sacolas. Tenho problema na coluna e não posso fazer muito esforço", reclama a contadora aposentada Benedita Aparecida Cintra, 63 anos, que descia com dificuldade os degraus da escada parada.

Os moradores também apontam a falta de segurança como um dos maiores problemas da passarela. O aposentado Manuel Cândido Rodrigues, 66 anos, evita andar à noite na estação. "Sempre ouço histórias de que alguém é assaltado nesse local. Depois das 22h eu só passo por aqui se for caso de morte", ironiza.

A Secretaria de Obras Públicas de Mauá informou que a passarela no Centro da cidade não teve nenhum tipo de manutenção nos últimos anos. Por isso já está em processo de abertura uma licitação para a reforma do local. A previsão para o início das obras é agosto deste ano. Ainda segundo a Prefeitura, será feita a troca das telas de arame, partes do telhado, limpeza e pintura. Também existe um projeto para que uma ala da passarela se transforme em uma espécie de corredor cultural para a exposição de trabalhos locais. A segurança, segundo a Prefeitura, é garantida por dois guardas municipais que ficam na passarela 24 horas por dia.

Em Rio Grande da Serra o que mais chama a atenção é a falta de utilização da única passarela que existe na cidade. Ela fica na estação de trem e deveria servir para os pedestres atravessarem sobre os trilhos. "Eu trabalho aqui há muitos anos e nunca vi ninguém usar essa ponte. O pessoal atravessa pela passagem de nível, no meio dos carros, porque o caminho é bem mais curto", explica o vendedor Genivaldo Teixeira Hora, 46 anos, que tem uma barraca de frutas ao lado da passarela.

Por causa desse hábito, a auxiliar de produção Elisaina Andura Alves, 21 anos, já teve uma vizinha atropelada na passagem. "A gente atravessa por aqui, mas eu sei que é bastante perigoso",diz Elisaina, que prefere cortar o caminho pela passagem de nível. Até o aspecto da passarela feita toda em ferro revela o abandono. A ferrugem tomou conta do piso e das laterais, que possuem até buracos.

Já em Ribeirão Pires, a passarela também é de ferro e está bastante enferrujada, mas o maior problema é a falta de iluminação. "Em muitos lugares, as lâmpadas estão queimadas. Mesmo assim, eu prefiro passar aqui por cima. Lá embaixo é bem mais perigoso", conta o industrial Marcos Augusto Di Santo, 36 anos.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) responsável pela conservação das duas passarelas, informou que no momento está preparando a documentação para o processo de licitação a fim de solucionar os problemas de conservação e iluminação. O prazo para a contratação dos serviços está previsto para setembro deste ano. A companhia também garante que os locais de cruzamento de vias públicas rodoviárias com as linhas de trem, como é o caso das passagens de nível, são seguras e possuem proteções e sinalizações de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas).



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