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PLR engordará conta bancária dos trabalhadores



07/12/2010 | 07:04


No ano em que a economia brasileira deve crescer acima de 7%, boa parte dos trabalhadores vai embolsar uma bolada em PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas, que supera o valor pago em 2009 ou no período pré-crise. Não há números consolidados, mas órgãos sindicais dão ideia da importância do instrumento. Só os bancários receberão R$ 3,578 bilhões até março de 2011 em PLR.

A massa de recurso recebeu injeção de R$ 190 milhões extras ante os R$ 3,388 bilhões pagos em 2009, segundo o Dieese. Do total, R$ 1,329 bilhão está em circulação desde novembro, quando os 470 mil bancários do País receberam parte da PLR.

"É um dinheiro extra muito bem-vindo e que garantiu a realização de um projeto familiar", diz o escriturário do Banco do Brasil Gabriel Moraes dos Santos, 36 anos.

No mês passado, Santos recebeu R$ 3.000 da PLR do Banco do Brasil e vai receber cerca de R$ 3.900 em abril, somando R$ 6.900. Ele mora com a mulher, três filhos e a avó na casa da sua mãe. O dinheiro vai completar a entrada de um apartamento próprio.

Além de rechear o bolso do trabalhador, a PLR movimenta a economia. No Grande ABC, os metalúrgicos conquistaram, ao todo, R$ 390 milhões em PLR, segundo o Dieese. Acordos foram fechados em 201 empresas que empregam 70% da categoria, com 102 mil trabalhadores.

O valor representa salto de 11% em relação ao pago em 2008. A comparação não foi feita com 2009 porque foi atípica em razão da crise econômica, que atingiu de forma diferente os acordos, diz Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em alguns casos, o trabalhador recebe mais de quatro vezes o salário.

Os 10 mil trabalhadores da Nestlé em São Paulo vão receber PLR correspondente a 95% do salário efetivo somados a um valor fixo de R$ 3.300. O piso de admissão é de R$ 980. "Foi a melhor PLR do setor", diz Ovídio Garcia Fernandes, da Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Estado de São Paulo.



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