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Região é excluída de ranking ambiental

Pela segunda vez seguida, nenhuma cidade obteve certificação de eficiência da gestão na área


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

14/12/2017 | 07:00


 Pelo segundo ano consecutivo, as cidades do Grande ABC apresentaram desempenho pífio em relação às práticas ambientais e não foram contempladas com certificação do Programa Município VerdeAzul, do governo do Estado, divulgada ontem.

Lançada em 2007, a iniciativa tem o propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental dos municípios. As prefeituras que recebem nota superior a 80 – em escala que vai de zero a 100 – garantem prioridade na captação de recursos do Fecop (Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição). Dos 48 municípios certificados, Novo Horizonte, no Interior, foi o primeiro colocado pelo terceiro ano consecutivo, com nota 97,45.

Dez diretrizes são avaliadas: esgoto tratado, resíduos sólidos, biodiversidade, arborização urbana, educação ambiental, cidade sustentável, gestão das águas, qualidade do ar, estrutura ambiental e conselho ambiental.

Dois municípios conseguiram piorar o desempenho insatisfatório do ano passado: Ribeirão Pires, que ocupava o 134º lugar, com nota 64,99, caiu para a 273ª posição (28,58 pontos), e Santo André, a única cidade da região que recebeu a certificação em 2015, deixou a 81ª posição alcançada no ano passado (79,5), caindo para a 470º (8,55).

Em contrapartida, São Caetano, que estava na 520ª colocação (8,51) subiu para a 411ª (9,94). Mauá, do 560º lugar (5,82) elevou para o 475º (nota 8,43), e Diadema também registrou leve acréscimo no ranking, do 558º lugar (6,47) para o 478º (8,37). Já Rio Grande da Serra alçou da 575ª colocação (3,75) para a 505ª (7,66).

São Bernardo, que havia se desligado da ação em 2014 “por não concordar” que o Estado atribuísse notas às políticas do município, voltou ao programa e ficou na 564ª colocação (nota 6,29).

Para o professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista Carlos Henrique Andrade de Oliveira, a situação demonstra que a questão ambiental ainda não se tornou política pública. “As cidades precisam ter ação mais coordenada, inclusive regionalmente, com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, de iniciativas que mudem a situação ruim que a gente tem em termos de qualidade ambiental e dos serviços públicos.”



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