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Preço dos alimentos básicos encarece na capital paulista


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/07/2011 | 07:01


Os dias frios de inverno já se refletem na mesa do consumidor brasileiro. Com a baixa temperatura, verduras, frutas e legumes encarecem, já que são bastante perecíveis. Em junho, o tomate foi o vilão do bolso do consumidor (com alta de 8,68% na Capital - principal responsável por encarecer a cesta básica nas 17 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos realiza mensalmente pesquisa.

Em junho, dentre as 12 capitais onde os preços subiram, os destaques foram Florianópolis (4,44%), Fortaleza (3,64%) e João Pessoa (3,02%). São Paulo registrou o maior custo para a aquisição dos itens básicos, somando R$ 273,48 - com pequena alta no mês (0,18%) e variação acumulada, no primeiro semestre de 3,14%. Em 12 meses - entre julho do ano passado e junho deste ano - a alta chega a 9,80%.

"Com o frio mais rigoroso neste ano, os consumidores sentiram peso maior no bolso. No Sul, por exemplo, tivemos dias em que nevou. Imagina como ficam as produções. Com menos alimentos nos mercados, maiores os preços dos itens", conta o coordenador da pesquisa do Dieese, José Maurício Soares.

QUEDAS - O pesquisador destaca que, apesar do aumento nos valores, o País teve safra maior do que a do ano passado. Nos últimos 12 meses, apenas o cereal (-15,38%), a batata (-21,75%) e o feijão (-22,37%) apresentaram queda em seus preços em São Paulo. Os outros 11 itens subiram: tomate (35,86%), óleo de soja (28,57%), farinha de trigo (20%), carne (17,59%), açúcar (13,40%), café (11,20%), pão (10,13%), banana (8,37%), leite (8,00%), e manteiga (4,56%).

DESEMBOLSO - O trabalhador paulistano remunerado pelo salário-mínimo precisou realizar, em junho, jornada de 110 horas e 24 minutos para adquirir a cesta básica de alimentos - o equivalente a 14 dias trabalhados -, ou seja, 12 minutos a mais do que no mês anterior (110 horas e 12 minutos).

REGIÃO - O valor médio dos 34 itens que compõem a cesta básica no Grande ABC subiu R$ 4,62, totalizando R$ 359,10, na semana passada.

Apesar de ter metodologias diferentes do Dieese, e a cesta ter a metade de itens, a pesquisa regional realizada pela Craisa, também aponta que os hortifrutigranjeiros foram os vilões do consumidor, como o quilo do tomate e da cebola.



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Preço dos alimentos básicos encarece na capital paulista

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/07/2011 | 07:01


Os dias frios de inverno já se refletem na mesa do consumidor brasileiro. Com a baixa temperatura, verduras, frutas e legumes encarecem, já que são bastante perecíveis. Em junho, o tomate foi o vilão do bolso do consumidor (com alta de 8,68% na Capital - principal responsável por encarecer a cesta básica nas 17 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos realiza mensalmente pesquisa.

Em junho, dentre as 12 capitais onde os preços subiram, os destaques foram Florianópolis (4,44%), Fortaleza (3,64%) e João Pessoa (3,02%). São Paulo registrou o maior custo para a aquisição dos itens básicos, somando R$ 273,48 - com pequena alta no mês (0,18%) e variação acumulada, no primeiro semestre de 3,14%. Em 12 meses - entre julho do ano passado e junho deste ano - a alta chega a 9,80%.

"Com o frio mais rigoroso neste ano, os consumidores sentiram peso maior no bolso. No Sul, por exemplo, tivemos dias em que nevou. Imagina como ficam as produções. Com menos alimentos nos mercados, maiores os preços dos itens", conta o coordenador da pesquisa do Dieese, José Maurício Soares.

QUEDAS - O pesquisador destaca que, apesar do aumento nos valores, o País teve safra maior do que a do ano passado. Nos últimos 12 meses, apenas o cereal (-15,38%), a batata (-21,75%) e o feijão (-22,37%) apresentaram queda em seus preços em São Paulo. Os outros 11 itens subiram: tomate (35,86%), óleo de soja (28,57%), farinha de trigo (20%), carne (17,59%), açúcar (13,40%), café (11,20%), pão (10,13%), banana (8,37%), leite (8,00%), e manteiga (4,56%).

DESEMBOLSO - O trabalhador paulistano remunerado pelo salário-mínimo precisou realizar, em junho, jornada de 110 horas e 24 minutos para adquirir a cesta básica de alimentos - o equivalente a 14 dias trabalhados -, ou seja, 12 minutos a mais do que no mês anterior (110 horas e 12 minutos).

REGIÃO - O valor médio dos 34 itens que compõem a cesta básica no Grande ABC subiu R$ 4,62, totalizando R$ 359,10, na semana passada.

Apesar de ter metodologias diferentes do Dieese, e a cesta ter a metade de itens, a pesquisa regional realizada pela Craisa, também aponta que os hortifrutigranjeiros foram os vilões do consumidor, como o quilo do tomate e da cebola.

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