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Música deixa a disputa mais divertida

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Caroline Ropero
Especial para o Diário

13/11/2011 | 07:00


Para o movimento hip hop ser completo não podem faltar MCs e DJs. Apaixonada pela cultura, Bruna Antunes da Silva, 18 anos, de Diadema começou a tocar na noite. O incentivo para seguir na profissão veio do pai. "Fui criada assitindo a clipes de hip hop e ouvindo rappers. Quando fiz aulas passei a gostar ainda mais." Todo mês Bruna vai com os amigos a eventos com muito break, disputa de DJs e oficinas de grafite. "Sempre tem o que fazer."

O DJ Davi Frias também começou a se envolver com o hip hop ainda criança. Sempre quis trabalhar com isso e hoje dá aula na Casa do Hip Hop. "Somos o coração de tudo. Se erramos, atrapalhamos quem canta e dança. Tem de saber da responsabilidade." O professor relembra a época em não existia tanta tecnologia. "Usávamos rolo de fita, igual a fita cassete, só que grandona. Cortávamos em pedacinhos e montávamos do jeito que o DJ queria. Hoje, o computador reproduz as batidas, faz muita coisa."

Gabriel Silva, 12, entrou no universo do hip hop assim que começou a fazer break. "Aprendi até inglês por causa das expressões e nomes de passos de dança. Adoro as disputas de gangues." No início, também queria fazer grafite, mas achou que não levava jeito. Tota, professor de grafite da Casa do Hip Hop afirma que não é tão difícil. "Hoje há várias oficinas que dão até material. É bem mais fácil do que na minha época. Quando comecei não tinha investimento e não acreditavam na arte."

 

Conhecimento faz parte - Nem todo grupo que curte dança de rua segue o hip hop. O mesmo ocorre com quem gosta de rap. Há músicos que cantam no mesmo estilo, mas só falam de dinheiro e mulheres, por exemplo. Esses não seguem o movimento, que costuma ter no repertório letras sobre problemas da sociedade. Por isso, surgiu o quinto elemento da cultura: o conhecimento. Significa que há motivo para toda dança, música, desenho e pintura que cada gangue faz.

Por isso as aulas sempre exploram temas defendidos pela arte. "O hip hop é a celebração do amor. Foi a luta contra a violência que fez os elementos se unirem", explica Nino Brown. O historiador do movimento conta que a diversão tem de ser consciente. Não dá para dançar se estiver bêbado ou drogado. "Se der uma arma na mão de uma criança, ela aprende a atirar; se der microfone, ela aprende a cantar."



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