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Aliados elogiam reforma em fevereiro


Das Agências

24/12/2006 | 15:21


O adiamento da composição da equipe ministerial do segundo mandato recebe apoio de parlamentares da base governista e analistas políticos. Na semana passada Lula sinalizou com a possibilidade de deixar para fevereiro a formação do novo governo.

Esse adiamento pode beneficiar Lula e o país, na avaliação do cientista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília. “Os interinos (ministros, presidentes e diretores de estatais e autarquias) vão querer mostrar mais algumas semanas de bons serviços para tentar permanecer em seus cargos. Tem males que vêm para o bem, e esse pode ser um dos casos”, afirmou.

Segundo Fleischer, o tempo para as nomeações para alguns cargos está vinculado às eleições para as presidências da Câmara e do Senado Federal.

A oposição critica os métodos usados na composição da coalizão, como a cessão de cargos em troca de apoio político. Para o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN), “não há compromisso com idéias, nem com formulações programáticas”.

Apesar das críticas da oposição, o presidente Lula tem chamado para conversas institucionais os dirigentes dos partidos que pretende ter na sua base de apoio parlamentar.

O PMDB, maior partido no Congresso, foi um dos primeiros a ser chamado para essa conversa. “O governo de coalizão deve se dar, primeiro, em torno da definição de um programa mínimo a ser implementado para se ter um crescimento mais rápido da economia. A definição desse programa deve se dar, em um primeiro momento, em conversas com partidos da coalizão e o governo e depois entre os partidos”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), considera “prudente” a decisão de Lula de adiar o preenchimento de cargos importantes. Segundo Albuquerque, esse tempo será necessário para que os partidos aliados discutam e se entendam no processo de formação da coalizão partidária. “Lula faz muito bem aguardar para fevereiro a ocupação de cargos, como ministérios importantes, para que a base aliada tenha juízo na hora de acertar a coalizão na eleição da presidência da Câmara.”

O cientista político e diretor do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Antônio Augusto Queiroz, é outro que concorda com a postergação das decisões."No momento que terminou o segundo turno, o presidente Lula iniciou o segundo mandato. Ele, que estava na defensiva, passou a ser o protagonista do processo político nacional”, disse.

Queiroz considera que a ocupação de ministérios e outros cargos públicos deve ser feitas em etapas “para oxigenar o governo”. Segundo ele, isso daria mais força ao presidente na consolidação da coalizão pretendida.


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Aliados elogiam reforma em fevereiro

Das Agências

24/12/2006 | 15:21


O adiamento da composição da equipe ministerial do segundo mandato recebe apoio de parlamentares da base governista e analistas políticos. Na semana passada Lula sinalizou com a possibilidade de deixar para fevereiro a formação do novo governo.

Esse adiamento pode beneficiar Lula e o país, na avaliação do cientista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília. “Os interinos (ministros, presidentes e diretores de estatais e autarquias) vão querer mostrar mais algumas semanas de bons serviços para tentar permanecer em seus cargos. Tem males que vêm para o bem, e esse pode ser um dos casos”, afirmou.

Segundo Fleischer, o tempo para as nomeações para alguns cargos está vinculado às eleições para as presidências da Câmara e do Senado Federal.

A oposição critica os métodos usados na composição da coalizão, como a cessão de cargos em troca de apoio político. Para o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN), “não há compromisso com idéias, nem com formulações programáticas”.

Apesar das críticas da oposição, o presidente Lula tem chamado para conversas institucionais os dirigentes dos partidos que pretende ter na sua base de apoio parlamentar.

O PMDB, maior partido no Congresso, foi um dos primeiros a ser chamado para essa conversa. “O governo de coalizão deve se dar, primeiro, em torno da definição de um programa mínimo a ser implementado para se ter um crescimento mais rápido da economia. A definição desse programa deve se dar, em um primeiro momento, em conversas com partidos da coalizão e o governo e depois entre os partidos”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), considera “prudente” a decisão de Lula de adiar o preenchimento de cargos importantes. Segundo Albuquerque, esse tempo será necessário para que os partidos aliados discutam e se entendam no processo de formação da coalizão partidária. “Lula faz muito bem aguardar para fevereiro a ocupação de cargos, como ministérios importantes, para que a base aliada tenha juízo na hora de acertar a coalizão na eleição da presidência da Câmara.”

O cientista político e diretor do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Antônio Augusto Queiroz, é outro que concorda com a postergação das decisões."No momento que terminou o segundo turno, o presidente Lula iniciou o segundo mandato. Ele, que estava na defensiva, passou a ser o protagonista do processo político nacional”, disse.

Queiroz considera que a ocupação de ministérios e outros cargos públicos deve ser feitas em etapas “para oxigenar o governo”. Segundo ele, isso daria mais força ao presidente na consolidação da coalizão pretendida.

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