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Um Brasil de classe média

Comerciantes devem encarar mudanças como um momento de oportunidades


Cláudio Conz

07/02/2013 | 00:00


Li outro dia uma notícia muito interessante sobre o desenvolvimento dos municípios brasileiros, que aponta que, definitivamente, nosso País está caminhando para se tornar um país de classe média. Este fato se apoia no IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), que apontou incremento nos municípios com desenvolvimento socioeconômico ‘moderado', que dobraram entre 2000 e 2010.

Este índice é calculado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), e classifica o desenvolvimento socioeconômico dos municípios numa escala de zero a 1. Na última década, o número de municípios com nível ‘moderado' (entre 0,6 e 0,8) passou de 1.655 (30,1% dos 5.565 municípios do País) para 3.391 (61%). A parcela de municípios com índice considerado ‘baixo' (abaixo de 0,4) passou de 18,2%, em 2000, para 0,3%, em 2010.

É claro que o nível de desenvolvimento varia de acordo com a região. Temos o Estado de São Paulo se aproximando de nível considerado alto, pois as 14 cidades com maior IFDM são paulistas, com Indaiatuba no primeiro lugar. Todas são do Interior, onde está concentrada a riqueza do Estado. A Capital paulista ficou em 29.º lugar no ranking estadual e em 32.º no nacional. Ainda assim, é a segunda capital mais bem posicionada, atrás apenas de Curitiba (PR).

No entanto, ainda há muito o que crescer nas regiões mais afastadas dos grandes centros. A região Norte ainda apresenta indicadores ruins e o Nordeste precisa levar a prosperidade ao interior de acordo com o estudo. Isso é um retrato dos vários Brasis que ainda temos.

Para quem trabalha com o comércio, especialmente no que diz respeito a materiais de construção, que é o meu caso, precisamos encarar que estamos vivendo um novo momento. Vimos a ascensão de uma nova classe média, com poder de compra e de escolhas que se torna mais poderosa e determinante a cada dia. Por outro lado, como integrante do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República), vejo também as coisas pelo outro lado, das ações que estão promovendo maior distribuição de renda, acesso ao crédito, melhorias sociais, enfim, desenvolvimento.

Estamos vivendo período de muitas oportunidades. Empreendedor é aquele que consegue enxergar além do curto prazo e pensar de forma diferente, encarar desafios e encontrar novas formas de desenvolver seu negócio, gerando riqueza, renda e crescimento econômico, seja nos centros desenvolvidos, que estão se tornando municípios verdadeiramente de classe média, ou aqueles mais ao interior, que precisam justamente de nosso empreendedorismo para gerar o progresso.



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Um Brasil de classe média

Comerciantes devem encarar mudanças como um momento de oportunidades

Cláudio Conz

07/02/2013 | 00:00


Li outro dia uma notícia muito interessante sobre o desenvolvimento dos municípios brasileiros, que aponta que, definitivamente, nosso País está caminhando para se tornar um país de classe média. Este fato se apoia no IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), que apontou incremento nos municípios com desenvolvimento socioeconômico ‘moderado', que dobraram entre 2000 e 2010.

Este índice é calculado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), e classifica o desenvolvimento socioeconômico dos municípios numa escala de zero a 1. Na última década, o número de municípios com nível ‘moderado' (entre 0,6 e 0,8) passou de 1.655 (30,1% dos 5.565 municípios do País) para 3.391 (61%). A parcela de municípios com índice considerado ‘baixo' (abaixo de 0,4) passou de 18,2%, em 2000, para 0,3%, em 2010.

É claro que o nível de desenvolvimento varia de acordo com a região. Temos o Estado de São Paulo se aproximando de nível considerado alto, pois as 14 cidades com maior IFDM são paulistas, com Indaiatuba no primeiro lugar. Todas são do Interior, onde está concentrada a riqueza do Estado. A Capital paulista ficou em 29.º lugar no ranking estadual e em 32.º no nacional. Ainda assim, é a segunda capital mais bem posicionada, atrás apenas de Curitiba (PR).

No entanto, ainda há muito o que crescer nas regiões mais afastadas dos grandes centros. A região Norte ainda apresenta indicadores ruins e o Nordeste precisa levar a prosperidade ao interior de acordo com o estudo. Isso é um retrato dos vários Brasis que ainda temos.

Para quem trabalha com o comércio, especialmente no que diz respeito a materiais de construção, que é o meu caso, precisamos encarar que estamos vivendo um novo momento. Vimos a ascensão de uma nova classe média, com poder de compra e de escolhas que se torna mais poderosa e determinante a cada dia. Por outro lado, como integrante do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República), vejo também as coisas pelo outro lado, das ações que estão promovendo maior distribuição de renda, acesso ao crédito, melhorias sociais, enfim, desenvolvimento.

Estamos vivendo período de muitas oportunidades. Empreendedor é aquele que consegue enxergar além do curto prazo e pensar de forma diferente, encarar desafios e encontrar novas formas de desenvolver seu negócio, gerando riqueza, renda e crescimento econômico, seja nos centros desenvolvidos, que estão se tornando municípios verdadeiramente de classe média, ou aqueles mais ao interior, que precisam justamente de nosso empreendedorismo para gerar o progresso.

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