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Massa avisa: 'estou ainda mais forte'

Da AFP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nilton Valentim
Com Agências

24/03/2009 | 07:00


Em uma temporada cheia de mudanças, na qual a crise financeira começa a falar mais alto que o ronco dos motores, Felipe Massa garante que está mais forte do que na outras três que disputou pela Ferrari. O vice-campeão do mundo seguiu ontem para Melbourne, na Austrália - onde será disputada a primeira prova do ano, domingo -, com a esperança de finalmente recolocar o País no topo do mundo, o que não ocorre desde 1991, com Ayrton Senna.

Massa terá como primeiro desafio adaptar-se ao pacote de mudanças implementadas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). "Acho que no regulamento as mudanças principais do ano passado para este estão na parte aerodinâmica, porque hoje em dia o carro tem muito menos pressão aerodinâmica. Lógico que, com os pneus slick, as coisas melhoram, você tem mais grip mecânico. Mas, depois de certo tempo, quando o pneu já não é mais novo, o carro tem menos aderência, a maneira de controlar é muito diferente do que era no ano passado, escorrega mais. Mas acho que isso não é problema, depois de alguns treinos a gente aprendeu rápido. Fora isso, tem outras coisas, como o Kers (sistema de aproveitamento de energia), que você tem que usar de modo perfeito, para ganhar o máximo de performance possível. Tem também a asa dianteira móvel, que é importante trabalhar, para acertar o carro mais as curvas de baixa velocidade", analisa.

O brasileiro garante estar satisfeito com o que a Ferrari apresentou nos treinos de inverno, apesar do carro ter tido problemas de aquecimento como o Kers e tê-lo deixado a pé durante uma sessão em Jerez de la Frontera. "O carro é competitivo, é rápido, é constante, a gente conseguiu andar bastante e fazer algumas simulações de corrida nas quais ele não apresentou grandes problemas. Espero que os pequenos problemas que surgiram tenham sido resolvidos. Estamos prontos para começar o campeonato e espero que sejamos tão competitivos como nos últimos anos."

Massa está ligado também no que os concorrentes estão fazendo. O piloto ficou surpreso com o que a Brawn GP mostrou nos treinos e já coloca a ex-Honda como uma das principais favoritas ao título. "A gente viu uma Brawn GP ressuscitando das cinzas, chegando e sendo um segundo mais rápido que todo mundo. Uma Toyota de uma hora para outra crescendo e melhorando muito seu carro. Com certeza, eles têm alguma coisa a mais que as outras na parte técnica, aerodinâmica, onde quer que seja. Algo a mais que deve estar dando uma diferença muito grande para eles. Agora, cabe a nós termos um carro tão competitivo quanto", analisou.

Massa estranhou também o fraco desempenho da McLaren. A equipe campeã do mundo pouco mostrou nos treinos da pré-temporada. "Ate agora é difícil você ter uma ideia clara porque a primeira corrida é o que conta, mas a gente nunca viu uma McLaren tão atrás, uma McLaren tão em dificuldade como neste ano", contou.

O brasileiro, assimilou a condição de ídolo do esporte e garante que não se sente pressionado em função dos resultados obtidos em 2008, quando perdeu o título na última volta da última corrida para Lewis Hamilton.

"Sempre espero a maior pressão possível da imprensa porque sempre a tive e não é pensando nisso que você vai melhorar ou piorar. É pensando em saber o que você precisa e no seu trabalho. E saber que não preciso demonstrar nada para ninguém, que eu sou capaz de vencer, de lutar pelo campeonato, e é só o que quero", afirma o piloto.



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Massa avisa: 'estou ainda mais forte'

Nilton Valentim
Com Agências

24/03/2009 | 07:00


Em uma temporada cheia de mudanças, na qual a crise financeira começa a falar mais alto que o ronco dos motores, Felipe Massa garante que está mais forte do que na outras três que disputou pela Ferrari. O vice-campeão do mundo seguiu ontem para Melbourne, na Austrália - onde será disputada a primeira prova do ano, domingo -, com a esperança de finalmente recolocar o País no topo do mundo, o que não ocorre desde 1991, com Ayrton Senna.

Massa terá como primeiro desafio adaptar-se ao pacote de mudanças implementadas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). "Acho que no regulamento as mudanças principais do ano passado para este estão na parte aerodinâmica, porque hoje em dia o carro tem muito menos pressão aerodinâmica. Lógico que, com os pneus slick, as coisas melhoram, você tem mais grip mecânico. Mas, depois de certo tempo, quando o pneu já não é mais novo, o carro tem menos aderência, a maneira de controlar é muito diferente do que era no ano passado, escorrega mais. Mas acho que isso não é problema, depois de alguns treinos a gente aprendeu rápido. Fora isso, tem outras coisas, como o Kers (sistema de aproveitamento de energia), que você tem que usar de modo perfeito, para ganhar o máximo de performance possível. Tem também a asa dianteira móvel, que é importante trabalhar, para acertar o carro mais as curvas de baixa velocidade", analisa.

O brasileiro garante estar satisfeito com o que a Ferrari apresentou nos treinos de inverno, apesar do carro ter tido problemas de aquecimento como o Kers e tê-lo deixado a pé durante uma sessão em Jerez de la Frontera. "O carro é competitivo, é rápido, é constante, a gente conseguiu andar bastante e fazer algumas simulações de corrida nas quais ele não apresentou grandes problemas. Espero que os pequenos problemas que surgiram tenham sido resolvidos. Estamos prontos para começar o campeonato e espero que sejamos tão competitivos como nos últimos anos."

Massa está ligado também no que os concorrentes estão fazendo. O piloto ficou surpreso com o que a Brawn GP mostrou nos treinos e já coloca a ex-Honda como uma das principais favoritas ao título. "A gente viu uma Brawn GP ressuscitando das cinzas, chegando e sendo um segundo mais rápido que todo mundo. Uma Toyota de uma hora para outra crescendo e melhorando muito seu carro. Com certeza, eles têm alguma coisa a mais que as outras na parte técnica, aerodinâmica, onde quer que seja. Algo a mais que deve estar dando uma diferença muito grande para eles. Agora, cabe a nós termos um carro tão competitivo quanto", analisou.

Massa estranhou também o fraco desempenho da McLaren. A equipe campeã do mundo pouco mostrou nos treinos da pré-temporada. "Ate agora é difícil você ter uma ideia clara porque a primeira corrida é o que conta, mas a gente nunca viu uma McLaren tão atrás, uma McLaren tão em dificuldade como neste ano", contou.

O brasileiro, assimilou a condição de ídolo do esporte e garante que não se sente pressionado em função dos resultados obtidos em 2008, quando perdeu o título na última volta da última corrida para Lewis Hamilton.

"Sempre espero a maior pressão possível da imprensa porque sempre a tive e não é pensando nisso que você vai melhorar ou piorar. É pensando em saber o que você precisa e no seu trabalho. E saber que não preciso demonstrar nada para ninguém, que eu sou capaz de vencer, de lutar pelo campeonato, e é só o que quero", afirma o piloto.

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