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Para incendiar a audiência

Chamas da Vida, que estréia na próxima 3ª, terá a missão de conquistar as mesmas marcas das antecessoras


Da TV Press

06/07/2008 | 07:00


Por mais que o lema da Record seja "Em busca da liderança", por enquanto a emissora só briga pelo primeiro lugar com sua produção de teledramaturgia. E Chamas da Vida, que estréia na próxima terça-feira (dia 8), às 22h, com uma corporação de bombeiros na história principal, tem a missão de, ao menos, conquistar as mesmas marcas de suas antecessoras. Amor e Intrigas já chegou a marcar 19 pontos no horário. Caminhos do Coração manteve média geral de 15. Vidas Opostas, por sua vez, marcava 13. Superar os 20 ainda não foi possível e essa não é uma batalha fácil para a autora da trama Cristianne Fridman e o diretor da produção Edgard Miranda.

Além da líder Globo, há algumas semanas a reprise de Pantanal no SBT tem feito diferença no mesmo horário. E, em agosto, também vem a exibição da Olimpíada para disputar a atenção. Antes na posição de franco-atiradora, agora a Record também tem de atuar na defensiva. Mesmo assim o clima é de otimismo. "Temos certeza do sucesso desse projeto e acreditamos profundamente na liderança", repete incansavelmente o diretor-geral de teledramaturgia da Record, Hiran Silveira.

Para não perder o que já foi conquistado, a autora da história não hesita em investir no ingrediente que tem marcado as produções da casa: muita ação.

Cenas com chamas e explosões marcam o folhetim desde o primeiro capítulo, com um incêndio que destrói a fábrica de sorvetes GG, localizada no Tinguá, região da Baixada Fluminense onde se passa a novela. Mas Cristianne faz questão de frisar que isso não é o mais importante.

"O imprescindível é uma história bem contada e dinâmica", avalia a autora. Edgard Miranda também reforça que Chamas da Vida traz os ingredientes básicos do folhetim mais tradicional.

"Vamos ter muito romance e um núcleo cômico de grande destaque. Mas ação é minha praia e sempre me chamam para projetos assim", conta o diretor. Sem falsa modéstia, Edgard vai mais longe. Ele ousa comparar a qualidade das cenas mais grandiosas da novela a filmes como Cortina de Fogo, de Ron Howard, Ponto de Origem, de Newton Thomas Sigel, e Brigada 49, de Jay Russel. "Não temo dizer que o nosso resultado é bem melhor", afirma.

Com a intenção de não perder fôlego na briga pela audiência, a Record investe R$ 200 mil por capítulo. É 30% a menos do que a concorrente gasta com sua novela das oito, A Favorita, mas não deixa de ser uma quantia considerável.

Record estréia um folhetim clássico

A novela Chamas da Vida tem como pano de fundo a Reserva Biológica de Tinguá. Como a Record não tem cidade cenográfica, grande parte dos capítulos já gravados foi produzida no local. Isso deixa a novela menos engessada e mais realista, mas torna o processo mais lento e trabalhoso, já que toda a equipe precisa ser deslocada. A trama estréia com 16 capítulos gravados e 12 finalizados.

O clima quente não vai se limitar às situações que envolvem os bombeiros. Cenas de sexo também movimentam a trama e despem atrizes como Amandha Lee, que interpreta a provocadora Ivonete, com lingerie e roupas sensuais.

O casal de protagonistas Leonardo Brício e Juliana Silveira, Pedro e Carolina respectivamente, também aparece em cenas picantes. "A menininha ficou para trás. Neste trabalho apareço como um mulherão", resume Juliana.

No centro da história de Chamas da Vida há um romance com cara de folhetim clássico. Carolina, de Juliana Silveira, nasceu em Tinguá, na Baixada Fluminense, mas desde que conquistou a independência financeira mora na Urca, bairro do Rio.

Seu pai Walter, interpretado por Antônio Grassi, continua tocando os negócios da família na Baixada e bem no dia em que a fábrica de sorvetes dele é incendiada, Carolina está no local. O grupo de bombeiros da região é chamado e o herói da história Pedro, vivido por Leonardo Brício, a salva. É paixão à primeira vista da moça rica pelo rapaz pobre.

"Vários conflitos surgem a partir daí, pois até esse momento eu faço um cara tradicional e certinho", resume Leonardo Brício. A vida do casal não vai ser fácil já que Carolina estava prestes a se casar com o interesseiro Tomás, de Bruno Ferrari, e Pedro namora há anos a fogosa Ivonete, feita por Amandha Lee.

O principal suspeito de colocar fogo na fábrica de sorvetes é Antonio, interpretado por Dado Dolabella. Ele pertence à gangue do ferro-velho, que inferniza a vida dos moradores de Tinguá praticando rachas e festas rave com muito consumo de ecstasy. E o irresponsável Antonio é irmão do bombeiro-herói Pedro. "Picho, assalto e até mato meu sogro na história. Sou um animal irracional e o maior problema da vida do Pedro", adianta Dado.

Além do amor da moça rica pelo rapaz pobre, a disputa pelo poder na fábrica de sorvetes conduz Chamas da Vida. Manipulando o filho Tomás, a vilã Vilma de Lucinha Lins faz de tudo para reconquistar o poder que tinha antes de seu marido, antigo sócio da fábrica, morrer.

Para sustentar qualquer folhetim é indispensável um núcleo cômico. E Ewerton de Castro, na pele de Brito, encabeça a turma engraçada da novela. "Faço um dono-de-casa que vende marmitas para a fábrica e que é o desgosto da sogra. A comédia é a pausa para respirar em uma novela. Todo mundo gosta", valoriza o ator.



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