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Atila decide concentrar ação financeira da Sama

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

18/01/2013 | 07:00


Imediatamente após assumir o comando da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), o superintendente Atila Jacomussi (sem partido) centralizou os poderes para destinação do dinheiro público na autarquia.

Resolução feita no dia 2 decreta que o superintendente da Sama passa a ter competência exclusiva para processo de compras para aquisição de materiais, bens, serviços e obras de engenharia e homologação e adjudicação dos resultados nos processos licitatórios. Atila justifica que a ação visa preservar o dinheiro público.

No comando de R$ 62 milhões previstos no Orçamento da Sama para este ano, Atila afirmou que pretende ter maior controle dos recursos financeiros. Antes, os processos licitatórios passavam pelos departamentos internos, sem necessariamente ter aval do superintendente.

"Temos de tomar cuidado na autarquia pública, já que estamos arcando com dinheiro público. Essa medida visa zelar a Prefeitura. Isso é para ter mais controle", justificou.

Outras movimentações financeiras da Sama também precisarão do aval do superintendente. Passarão também por Atila assinaturas de cheques e transferências bancárias.

 

HISTÓRICO DE DESCASO

Com histórico de descaso com dinheiro do contribuinte, a Sama tem como um dos objetivos na gestão de Donisete Braga (PT) mudar a imagem perante a opinião pública.

O mais recente episódio comprometedor da autarquia se deflagrou em fevereiro de 2012, quando estourou denúncia de que o então diretor de manutenção e abastecimento Vladimilson Garcia, o Bodinho (PR), construiu a casa onde reside com recursos indiretos da Sama. Ele era braço-direito do ex-superintendente da empresa pública Diniz Lopes (PR).

 

Ex-vereador nomeia quase toda equipe do gabinete na autarquia

Sob a justificativa de levar "pessoas de confiança", o superintendente da Sama, Atila Jacomussi (sem partido), encaminhou para a autarquia praticamente todo efetivo de comissionados que trabalhava em seu gabinete na Câmara municipal durante o mandato de vereador. Ao todo, o grupo do ex-parlamentar soma cinco componentes presentes na empresa pública.

Os cargos de maior status do grupo de Atila são de Israel Aleixo de Melo, assessor de diretoria, e João Geraldo Bahia, chefe de departamento, com vencimentos em R$ 4.100 brutos. Os ganhos se enquadram no terceiro maior salário da autarquia, ficando abaixo apenas dos subsídios de diretor (R$ 5.300) e superintendente (R$ 7.430,44).

Os comissionados Ione Scapinelli, Márcio Jose Dias de Souza e Marisa Martins do Couto também preenchem os cargos na Sama, com salários entre R$ 1.546 e R$ 3.400.

Atila minimizou o fato, afirmando que não está levando nenhum familiar para trabalhar na autarquia.



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Atila decide concentrar ação financeira da Sama

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

18/01/2013 | 07:00


Imediatamente após assumir o comando da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), o superintendente Atila Jacomussi (sem partido) centralizou os poderes para destinação do dinheiro público na autarquia.

Resolução feita no dia 2 decreta que o superintendente da Sama passa a ter competência exclusiva para processo de compras para aquisição de materiais, bens, serviços e obras de engenharia e homologação e adjudicação dos resultados nos processos licitatórios. Atila justifica que a ação visa preservar o dinheiro público.

No comando de R$ 62 milhões previstos no Orçamento da Sama para este ano, Atila afirmou que pretende ter maior controle dos recursos financeiros. Antes, os processos licitatórios passavam pelos departamentos internos, sem necessariamente ter aval do superintendente.

"Temos de tomar cuidado na autarquia pública, já que estamos arcando com dinheiro público. Essa medida visa zelar a Prefeitura. Isso é para ter mais controle", justificou.

Outras movimentações financeiras da Sama também precisarão do aval do superintendente. Passarão também por Atila assinaturas de cheques e transferências bancárias.

 

HISTÓRICO DE DESCASO

Com histórico de descaso com dinheiro do contribuinte, a Sama tem como um dos objetivos na gestão de Donisete Braga (PT) mudar a imagem perante a opinião pública.

O mais recente episódio comprometedor da autarquia se deflagrou em fevereiro de 2012, quando estourou denúncia de que o então diretor de manutenção e abastecimento Vladimilson Garcia, o Bodinho (PR), construiu a casa onde reside com recursos indiretos da Sama. Ele era braço-direito do ex-superintendente da empresa pública Diniz Lopes (PR).

 

Ex-vereador nomeia quase toda equipe do gabinete na autarquia

Sob a justificativa de levar "pessoas de confiança", o superintendente da Sama, Atila Jacomussi (sem partido), encaminhou para a autarquia praticamente todo efetivo de comissionados que trabalhava em seu gabinete na Câmara municipal durante o mandato de vereador. Ao todo, o grupo do ex-parlamentar soma cinco componentes presentes na empresa pública.

Os cargos de maior status do grupo de Atila são de Israel Aleixo de Melo, assessor de diretoria, e João Geraldo Bahia, chefe de departamento, com vencimentos em R$ 4.100 brutos. Os ganhos se enquadram no terceiro maior salário da autarquia, ficando abaixo apenas dos subsídios de diretor (R$ 5.300) e superintendente (R$ 7.430,44).

Os comissionados Ione Scapinelli, Márcio Jose Dias de Souza e Marisa Martins do Couto também preenchem os cargos na Sama, com salários entre R$ 1.546 e R$ 3.400.

Atila minimizou o fato, afirmando que não está levando nenhum familiar para trabalhar na autarquia.

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