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Bancos de desenvolvimento


Sandro Renato Maskio

19/07/2014 | 07:07


Nas últimas semanas abordamos nesta coluna questões sobre a relação entre crescimento econômico e desemprego, sobre desenvolvimento econômico e as conquistas alcançadas nos últimos 20 anos com a redução dos níveis de inflação e avanços posteriores.

Nesta semana foi amplamente divulgada a criação de um banco de desenvolvimento dos BRICs, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, china e África do Sul. O que isso significa (ou poderá vir a significar) efetivamente para os rumos da economia?

Primeiramente, é importante esclarecer que os bancos de desenvolvimento têm um objetivo específico em sua atuação, que é promover o desenvolvimento da economia. Assim, a atuação destes bancos é bastante diferente dos denominados bancos privados, que captam recursos juntos aos poupadores e na outra ponta geram crédito a diversos agentes e setores da economia, sejam indivíduos e empresas. Atividade esta que tem se mostrado bastante lucrativa no Brasil.

Os bancos de desenvolvimento são alimentados, em grande parte e na maioria dos casos, por recursos públicos, que são direcionados via crédito a atividades de estímulo a produção e/ou de geração de infraestrutura, como construção de estradas, portos, serviços de saneamento e outros.

Em resumo, os Bancos de Desenvolvimento atuam como financiadores de Investimento, públicos e privados, com objetivo de estes ampliem a capacidade produtiva e gere impactos positivos ao desenvolvimento econômico.

No Brasil, o melhor exemplo é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que nasceu ainda no começo da década de 1950 com o claro objetivo de financiar o processo de industrialização brasileira.

O BNDES é reconhecidamente a principal instituição geradora de crédito de longo prazo a atividade produtiva no Brasil. Somente em 2013. o BNDES desembolsou aproximadamente 200 bilhões, segundo relatório da instituição.

Uma das questões essenciais da operação dessas instituições está na atratividade dos mecanismos de crédito, que apresentam custos menores e melhores condições de pagamento, comparativamente aos demais canais de financiamento disponíveis na economia.

No plano internacional, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) tem atuado na América Latina e Caribe, com objetivo principal de diminuir a pobreza e a desigualdade.

Assim, a construção de um banco desse tipo pelos países que compõe o BRICs cria mais um canal de financiamento que pode ampliar a capacidade de produção e de melhoria da infraestrutura, necessárias para melhorar a qualidade de vida a longo prazo.

Todos os países que atualmente apresentam elevado grau de desenvolvimento, em algum momento de sua formação econômica, contaram com mecanismos de financiamento abundantes e a condições atrativas, tanto de origem interna como externa.

Nos resta acompanhar a implantação dessa nova instituição e a sua forma de atuação. 



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Bancos de desenvolvimento

Sandro Renato Maskio

19/07/2014 | 07:07


Nas últimas semanas abordamos nesta coluna questões sobre a relação entre crescimento econômico e desemprego, sobre desenvolvimento econômico e as conquistas alcançadas nos últimos 20 anos com a redução dos níveis de inflação e avanços posteriores.

Nesta semana foi amplamente divulgada a criação de um banco de desenvolvimento dos BRICs, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, china e África do Sul. O que isso significa (ou poderá vir a significar) efetivamente para os rumos da economia?

Primeiramente, é importante esclarecer que os bancos de desenvolvimento têm um objetivo específico em sua atuação, que é promover o desenvolvimento da economia. Assim, a atuação destes bancos é bastante diferente dos denominados bancos privados, que captam recursos juntos aos poupadores e na outra ponta geram crédito a diversos agentes e setores da economia, sejam indivíduos e empresas. Atividade esta que tem se mostrado bastante lucrativa no Brasil.

Os bancos de desenvolvimento são alimentados, em grande parte e na maioria dos casos, por recursos públicos, que são direcionados via crédito a atividades de estímulo a produção e/ou de geração de infraestrutura, como construção de estradas, portos, serviços de saneamento e outros.

Em resumo, os Bancos de Desenvolvimento atuam como financiadores de Investimento, públicos e privados, com objetivo de estes ampliem a capacidade produtiva e gere impactos positivos ao desenvolvimento econômico.

No Brasil, o melhor exemplo é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que nasceu ainda no começo da década de 1950 com o claro objetivo de financiar o processo de industrialização brasileira.

O BNDES é reconhecidamente a principal instituição geradora de crédito de longo prazo a atividade produtiva no Brasil. Somente em 2013. o BNDES desembolsou aproximadamente 200 bilhões, segundo relatório da instituição.

Uma das questões essenciais da operação dessas instituições está na atratividade dos mecanismos de crédito, que apresentam custos menores e melhores condições de pagamento, comparativamente aos demais canais de financiamento disponíveis na economia.

No plano internacional, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) tem atuado na América Latina e Caribe, com objetivo principal de diminuir a pobreza e a desigualdade.

Assim, a construção de um banco desse tipo pelos países que compõe o BRICs cria mais um canal de financiamento que pode ampliar a capacidade de produção e de melhoria da infraestrutura, necessárias para melhorar a qualidade de vida a longo prazo.

Todos os países que atualmente apresentam elevado grau de desenvolvimento, em algum momento de sua formação econômica, contaram com mecanismos de financiamento abundantes e a condições atrativas, tanto de origem interna como externa.

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