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Coordenador de Saulo,
Koiti ainda é filiado ao PSD

Vereador de Ribeirão havia anunciado sua saída após aliança
com PT; ele ocupará posto estratégico na futura administração


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

04/12/2012 | 07:00


Apesar de capitanear todas as ações peemedebistas em Ribeirão Pires, o vereador Koiti Takaki não se desfiliou do PSD. A reportagem do Diário teve acesso com exclusividade à certidão, emitida ontem, que comprova a filiação do parlamentar. Koiti é o homem de confiança do prefeito eleito Saulo Benevides (PMDB) e ocupará função estratégica na futura administração - será secretário de Governo e está cotado para assumir Saúde.

A filiação surpreendeu as lideranças pessedistas na cidade. Em junho, o parlamentar anunciou que ingressaria no PMDB para coordenar a campanha majoritária de Saulo. O racha com o PSD ocorreu após a executiva estadual declarar apoio à prefeiturável do PT, Maria Inês Soares, que ofereceu a vice para Gerson Constantino (PSD), comandante do Legislativo.

O presidente da Câmara e integrante da executiva municipal da sigla minimizou a continuidade do colega nos quadros partidários. "Ele não representa o PSD. Temos uma nova diretoria e por isso ele não pode falar pelo partido e nem representa a sigla no governo", destacou. Koiti foi presidente da legenda até a composição com o PT.

Gerson reiterou que a sigla não irá pedir a cassação do vereador por infidelidade partidária. "O mandato acaba neste mês. Se fizer isso, estaria tendo a mesma atitude que eles (Saulo e Koiti) tiveram ao entrar com uma representação contra mim um dia antes da eleição", disse.

O presidente da Câmara foi alvo de um processo que pedia o indeferimento de sua candidatura, pois compareceu na inauguração do Atende Fácil durante a eleição, prática proibida pela lei eleitoral. A Justiça condenou Gerson a pagar multa de R$ 11 mil.

Nos bastidores, a manutenção da filiação foi encarada como medida cautelosa. Ventila-se que Koiti preferiu permanecer no partido para garantir o direito de concorrer ao Legislativo neste ano e desestabilizar a candidatura petista. Porém, a alta cúpula da campanha de Saulo fez o vereador desistir da ideia.

Com o processo de cassação do prefeito eleito e a possibilidade de uma nova eleição na cidade, o PSD pode ser a salvação do grupo peemedebista. Em tom de brincadeira, Koiti já pediu legenda para ser candidato a prefeito, caso ocorra um novo pleito. Ele seria o nome indicado pelo grupo da oposição liderado pelo PMDB. "Não discutimos essa possibilidade, mas ele goza do direito como filiado", afirmou Gerson. Procurado, Koiti não retornou aos contatos da equipe do Diário.

 

RUSGAS

Na ala peemedebista, os caciques estaduais do PSD são chamados de traidores. Pelos corredores, Koiti e Saulo garantem que havia compromisso firmado para legenda ficar na coligação peemedebista. Por conta do acordo, o coordenador da campanha do PMDB assumiu o comando do diretório e levou seu grupo político para o partido.

Após a aliança com os petistas, o então presidente desfiliou todos seus apoiadores e prometeu deixar a sigla. Os pré-candidatos a vereador e até mesmo a mulher de Koiti, Regiane Luiz Takaki, assinaram a desfiliação em maio.

 



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