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Consigaz: imprudência
causou explosão na Tem

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa afirma que aquecedores de academia
foram desconectados sem que houvesse vedação


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

23/05/2014 | 07:00


 A Consigaz, empresa que fornecia GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) para a unidade da Tem Esportes do bairro Pauliceia, em São Bernardo, afirma que a imprudência de funcionários da academia é a causa mais provável da explosão ocorrida na manhã de sábado. O acidente resultou na morte de duas pessoas e deixou 19 feridos. O advogado do centro esportivo, Roberto Leonessa, nega a existência de irregularidades.

Em comunicado oficial, a empresa afirma que, assim que seus técnicos chegaram ao local, logo após a explosão, constataram que os aquecedores haviam sido desconectados da rede de gás e que “os pontos de saída que os alimentavam não foram vedados com plugue”. A Consigaz informa que esses equipamentos não são de sua propriedade.

“Assim, aparentemente, o vazamento não ocorreu em função de defeito na rede, mas por imprudência de quem desconectou os aquecedores sem fechar o ponto de saída de gás”, acrescenta. A companhia diz não saber quem fazia a manutenção desses equipamentos e garante desconhecer quem seja o responsável pela desconexão. A empresa enviou imagem (veja acima) que teria sido registrada logo após a explosão e que comprovaria a irregularidade. A Consigaz reforça que não foi chamada para acompanhar esse procedimento.

O primeiro contrato de prestação de serviços entre a Tem Esportes e a Consigaz foi assinado em 2004 e ficou vigente até 2006. Em 2010, a academia voltou a utilizar o combustível fornecido pela empresa. Segundo a companhia, as vistorias na tubulação eram feitas mensalmente, quando as equipes técnicas realizavam o abastecimento do combustível. A Consigaz afirma que não há histórico de chamados por vazamentos feitos pela academia.

Para evitar emergências, a prestadora de serviços orienta os clientes a fecharem os registros da central de gás e dos pontos de consumo assim que algo anormal for detectado e, em seguida, acionar o atendimento por telefone. A Consigaz assegura que, no dia da tragédia, foi feito chamado às 12h24 – depois, portanto, do acidente.

O advogado da Tem Esportes, Roberto Leonessa, afirma que o fato de os aquecedores estarem desconectados não comprova que tenha havido imprudência. “Depois que explodiu, tudo se soltou. Apenas a perícia vai poder dizer, exatamente, o que houve”, justifica. Os laudos estão sendo feitos pela Polícia Civil e não há prazo para que sejam concluídos.

Leonessa acrescenta que todos os serviços executados na rede eram de responsabilidade da fornecedora. Ele cita cláusula contratual que determinava que “a manutenção dos equipamentos será efetuada exclusivamente pela Consigaz ou por empresa por ela credenciada”.

O defensor diz que a academia está desenvolvendo plano de assistência às vítimas, com pagamento de despesas em hotéis e restaurantes para os vizinhos que tiveram as casas interditadas pela Defesa Civil. Pelo menos três pessoas seguem internadas – todas no Hospital Brasil, em Santo André, e com quadro de saúde estável. Ontem, um homem que estava internado no Hospital de Clínicas de São Bernardo com fratura no fêmur recebeu alta.

MP instaura inquérito civil para apurar acidente

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou inquérito civil para apuração das causas da explosão que provocou a morte da professora de natação Hélne Boriczescki Alves, 26 anos, e do aposentado Marcos Aparecido Pardim, 50, que era vizinho da academia no bairro Pauliceia, em São Bernardo.

Entre outros requerimentos, os promotores Marcelo Sciorilli e Rosangela Staurenghi, solicitam ao Corpo de Bombeiros cópias dos AVCBs (Autos de Vistorias do Corpo de Bombeiros) desta e das outras três unidades da academia. À Prefeitura, é pedido relatório sobre registro de reclamações referentes a supostas ocorrências de cheiro de gás nos últimos 12 meses e, em caso positivo, quais foram as providências adotadas.

O documento também exige que Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) informe se as filiais estiveram sujeitas à fiscalização por parte da agência nos últimos cinco anos. Se o procedimento foi feito, o MP pede cópia do processo.



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