Setecidades Titulo Jardim Guapituba
Moradores ocupam terrenos em Mauá

Cadastro das pessoas que permanecem no local já foi feito; donos da área serão acionados amanhã

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC
13/04/2014 | 07:04
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Nario Barbosa/DGABC


Moradores do Jardim São Jorge do Guapituba, de Mauá, ocuparam terreno localizado na frente de suas casas. Na manhã de ontem, os moradores já dividiam o terrenos e faziam demarcações. O objetivo é impedir que pessoas desconhecidas invadam o local. “Há anos cuidamos deste terreno para que o mato não cresça e não tenha bichos, como cobras e ratos. Notamos que pessoas de outros municípios estavam se apropriando do espaço, e por segurança, resolvemos demarcar as áreas e ficar no local até que tudo seja resolvido”, contou uma moradora que prefere não se identificar.

Nas extremidades do terreno há, de fato, pessoas que não são do bairro, apesar de residirem em Mauá. São famílias que pagam aluguel (média de R$ 400) e que desejam comprar a casa própria.

O terreno é particular e, pelo o que dizem os que moram de frente com o local, não está com irregularidades, conforme acreditavam no início. “Achávamos que o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) de vários anos estava atrasado, mas, segundo advogados representantes do proprietário, a documentação e pagamentos estão ok.”

Segundo essa moradora e os demais, o que eles esperam é que o dono os deixem comprar o terreno para que possam construir para amigos e parentes. “Por que uma coisa é certa: se esse terreno ficar abandonado, mais dia menos dia, pessoas irão invadir o local. E não é justo, já que foi sempre a gente que cuidou desse lugar”, completa um dos munícipes.

Um representante do proprietário esteve no local e conversou com o pessoal que faz as demarcações da área. No entanto, ele ficou de voltar com alguma proposta, de acordo com informações dos moradores.

O terreno faz divisa com o Parque Ecológico Guapituba. “Sabemos que há áreas de manancial e queremos preservar isso. Não há briga, somos apenas moradores da região, que trabalhamos, e estamos com medo no que isso pode virar. Por isso, decidimos ficar no terreno até que tudo se resolva”, explicou outro morador.

Em outro local de Mauá, mais precisamente entre o jardim Camila e o Anchieta, outros moradores ocupavam o terreno (que acaba sendo interligado/próximo ao do Guapituba). A ideia é ficar lá até que a Prefeitura resolva o problema. “Queremos deixar de pagar aluguel para pagarmos uma coisa que será nossa. Não queremos nada de graça”, disse um dos ocupadores. Crianças de colo e idosos participam da ação.

Os vizinhos do local não quiseram falar com a equipe do Diário, mas alguns até ajudavam os ocupadores, os deixando usar banheiros.

A Prefeitura de Mauá informou que sua equipe – formada por integrantes das secretarias da Defesa Civil, da Segurança Pública, do Planejamento e da Habitação – estive nos locais no fim da tarde, e confirmaram a invasão da área em questão, que é de propriedade particular. “Os representantes da Prefeitura se reuniram com os líderes do local e fizeram a qualificação das pessoas, ou seja, coletaram os dados de todos para cadastro. Na segunda-feira o processo será encaminhado com a notificação do proprietário do terreno sobre a invasão. Cabe a ele tomar as medidas cabíveis, como pedir a reintegração de posse da propriedade”.

Vale lembrar que a Prefeitura não pode retirar moradores de um terreno particular sem que o proprietário solicite na Justiça. O nome do dono não foi divulgado.




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