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São Paulo pode parar

Digamos que uma importante consulta sobre exportações tenha sido feita a uma grande empresa de SP


Carlos Brickmann

06/07/2008 | 00:00


Digamos que uma importante consulta sobre exportações tenha sido feita na quinta-feira a uma grande empresa de São Paulo. O e-mail se perdeu, e a encomenda provavelmente irá para outro fornecedor. Quinta foi o dia em que o apagão da Internet praticamente paralisou a cidade e o Estado. Foi o dia em que pudemos perceber que as telecomunicações estão em mãos de poucas empresas, todas estrangeiras; e que, quase 24 horas depois de iniciado o apagão, confessavam não ter a menor idéia do que estava acontecendo no Estado mais rico do país.

As repartições públicas pararam; as delegacias de Polícia, altamente informatizadas, registravam ocorrências a mão, em papéis improvisados. Boa parte do sistema bancário ficou fora do ar: não havia como fazer pagamentos, mesmo pessoalmente, já que não era possível registrá-los. Os bombeiros ficaram sem comunicação. Governo, bancos, polícia, empresas, afetados pela falha do sistema da multinacional espanhola Telefônica, não tiveram alternativa exceto esperar que alguém descobrisse qual era o problema. Pois o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, garantiu à noite que não sabia qual o defeito contra o qual lutava. E, no dia seguinte, com o problema consertado em parte do equipamento, a multinacional espanhola não informava o que tinha acontecido.

Esse é um problema de segurança nacional: todos os serviços prejudicados, à espera de que algum iluminado chegasse a alguma conclusão. E só o grupo estrangeiro detinha o conhecimento da falha, sem partilhá-lo com a população.

PT - SOBE!
A vereadora petista Amélia Naomi, de São José dos Campos, no interior de São Paulo, não se impressionou com os insultos do prefeito, o tucano Eduardo Cury, que não aceita que lhe façam oposição. Ele a chamou de mentirosa; ela então resolveu processá-lo. Cury não parece satisfeito com a oportunidade de ir à Justiça provar o que disse.

PT - DESCE!
Lembra de Severino Cavalcanti? Aquele deputado federal que foi presidente da Câmara e renunciou ao mandato quando descobriram que ele cobrava para manter o concessionário do restaurante? Pois é: Severino Cavalcanti (PP) é candidato a prefeito de sua cidade, João Alfredo, em Pernambuco. E tem o apoio formal dos petistas.

LULA LÁ
O presidente Lula vai à Colômbia no dia 19. É muito provável que converse com Ingrid Betancourt, que ficou quase sete anos como refém das Farc. E terá a oportunidade de corrigir a falha de seus auxiliares da área internacional, que cumprimentaram Ingrid Betancourt por ter sido libertada e se esqueceram de cumprimentar o presidente Álvaro Uribe e as Forças Armadas colombianas, que a libertaram.

TOP TOP NELES
Erra quem imaginou que só Marco Aurélio Garcia, assessor internacional do presidente Lula e companheiro das Farc no Foro de São Paulo, tivesse ficado triste com a libertação de Ingrid Betancourt e outros reféns pelo governo da Colômbia. Um escritor colombiano em visita ao Brasil, Fernando Vallejo, lamentou que as Forças Armadas de seu país tivessem "libertado essa mulher horrível". Vallejo aproveitou também para criticar as Farc ("sequestradores assassinos"), o presidente Álvaro Uribe e a Igreja Católica ("a maior praga da Colômbia"). Na opinião de Vallejo, "é preciso acabar com todos eles". E, talvez, com mais um.

TOP TOP NA GENTE
Quem ficou feliz com a libertação de Ingrid Betancourt foram os senadores da Comissão de Relações Exteriores: já estão planejando uma viagem (a trabalho, naturalmente) à Colômbia, pra convidar a ex-refém a visitar o Brasil. Os incansáveis viajantes serão os senadores Romeu Tuma (PTB-SP), Serys Slhessarenko (PT-MT), Rosalba Ciarlini (DEM-RN) e, claro, Eduardo Suplicy (PT-SP).

PUNIÇÃO CRUEL E DESUMANA
Por falar em Suplicy e Serys, ambos, acompanhados pela ex-senadora Heloísa Helena (Psol-AL), foram visitar o sargento gay que o Exército mantém preso. Puxa vida: não basta estar preso, o rapaz ainda é obrigado a receber essas visitas?

CACCIOLA DE VOLTA
Não é todo mundo que está feliz com o desfecho do caso Cacciola, o banqueiro condenado a 13 anos de prisão que o Principado de Mônaco decidiu mandar de volta ao Brasil. Cacciola, que conseguiu R$ 1,5 bilhão do Governo brasileiro para salvar seu banco, no início do segundo mandato de Fernando Henrique, sempre foi ligado às altas esferas do mundo financeiro. Em resumo, sabe demais. E se contar o que sabe pode incomodar gente qie está muito bem acomodada.



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