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Caos nosso de cada dia

Rodolfo de Souza
16/07/2026 | 10:03
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Gilmar Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Quando se assiste aos noticiários em dias atuais, tem-se a nítida impressão de que o caos se instaurou no mundo, mesmo para aquele que tem a consciência de que o caos, de uma forma ou de outra, sempre fez parte da vida humana. Basta que se consulte os anais históricos para constatar que o homo assim que se tornou sapiens vem exercitando a tomada de território alheio, a intolerância, a pilhagem das riquezas no quintal do outro, a escravização do semelhante, enfim, a barbárie de um modo geral. Tudo em nome do poder. Talvez seja este, inclusive, o termo mais antigo de que se tem notícia, cada um no seu idioma: poder.

Só que hoje tudo isso ganhou nova roupagem, eu diria um tanto mais sofisticada, trazida pela tecnologia que ajudou a ampliar o alcance da crueldade e ainda utilizar a propaganda em tempo real para aquilo que nem sempre é verdadeiro, mas que é pensado em detalhes para conduzir a opinião das massas. Diga-se de passagem, é fundamental essa habilidade de manobrar as populações quando se pretende tomar o poder. E isso eles sabem como fazer. Refiro-me aqui aos senhores da guerra, aqueles para quem a iguaria indispensável na mesa é sempre a cabeça do adversário.

Quando se pensa no imperador do mundo e sua incomparável megalomania, por exemplo, tem-se logo a ideia de que os países se curvarão a ele até o consumar dos tempos. A ele, propriamente não, mas ao seu glorioso império que, poucos sabem, anda ruim das pernas, dando claros indícios de sua decadência. Um dia há de ruir as suas paredes, assim como outras caíram outrora.

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Mas enquanto isso não acontece é preciso dar continuidade à sua sanha de conquista. O imperador, pois, usa de todo o seu prestígio, influência e poder de decisão para manter sob o jugo de sua nação países que a servem há décadas. A América Latina, diga-se de passagem, até que tem se esforçado no sentido de se livrar dos grilhões imperialistas, a despeito do trabalho que têm feito as baratas que infestam esses lugares. São torpes figuras que visam tão somente servir e fortalecer o imperialismo, prometendo-lhe entregar todas as riquezas do seu país tão logo assumam o poder, o que não é difícil acontecer, dado o número exorbitante desses insetos, seus eleitores fiéis. E a propaganda é elemento imprescindível nesta engrenagem, considerando que pensar não é bem a especialidade das baratas.

É bom nunca se esquecer de que dos naturais da América Latina foi tirado, inclusive, o direito de serem chamados americanos, uma vez que o termo, há muito, virou sinônimo de alguém natural das terras de Tio Sam. Foi por meio do sonho americano que se chegava facilmente à prosperidade. 

Mas o homem do topete tem agora seus olhos voltados para o país persa. Aliás, a sua megalomania não lhe permite desejar destruir uma única nação. É preciso que seu olhar esteja voltado para a grande ilha gelada e também para os países do cone sul, por exemplo. 

Minha esperança, contudo, reside no fato de que seus recursos começam a minguar no combate à Pérsia. E se assim for, talvez a América Latina e o resto do mundo tenham a oportunidade ímpar de vislumbrar o nascimento de um novo dia.

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