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Os desatinos do imperador

Rodolfo de Souza
02/07/2026 | 10:38
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Seri Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


E o império voltou a atacar o país persa. De fato, está no cerne imperialista esse apetite para a guerra, além de ser premente alimentar sua, sempre próspera, indústria bélica, claro. E não é segredo para ninguém que a voracidade dela vem, há décadas, dando de comer a um lado obscuro das sociedades, mundo afora. Lado este que hoje o imperador visa aniquilar, segundo as suas palavras sempre pronunciadas em alto e bom tom. Logicamente que isso até poderá ocorrer caso lhe convenha, caso não lhe seja mais útil o algoz que anda dopando a sua pobre gente.

Há também um braço do império, pequeno país lá do médio oriente que se utiliza fartamente de todo armamento que recebe, para conquistar territórios e matar pessoas por atacado. E aqui entram novamente os tentáculos da indústria armamentista que não mede esforços no sentido de fomentar a sanha assassina daquele que não sobreviveria sem o afago do império que tem despejado, para os seus projetos de morte, dinheirama que tira do próprio povo. Povo distraído, cuja sonolência não lhe permite enxergar o que de fato o tem levado à pobreza e arruinado a economia do seu país, ano após ano. Claro que a mídia hegemônica de lá, tal qual a de cá, vem escondendo das massas a realidade sobre a qual repousa o seu ufanismo.

Mas é notório que o imperador, há muito, perdeu o controle da situação. Pretende, pois, ganhar no grito a contenda no tal estreito. Dá um tiro ali, outro acolá, arrota muito bagaço na sua rede social e segue dizendo que venceu a guerra. Pura bobagem, se levarmos em consideração a pindaíba em que se encontra a maior economia do mundo. Mesmo porque, governos anteriores e o de agora sempre gastaram rios de dinheiro com guerras, enquanto a sua população foi deixada de lado. Um dia a conta haveria de chegar, obviamente.

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E, verdade seja dita, não há o que o homem do topete e de fala mole possa fazer na questão que envolve diretamente o país persa, que um dia ele resolveu atacar em parceria com o senhor da guerra, o mesmo que é contrário a qualquer acordo de paz. O que passa na cabeça de um sujeito desses, aliás, é coisa a ser estudada pela ciência. 

Estranha mesmo o fato de o imperador estar sempre nas cordas quando luta contra o assassino em série, objeto desta reflexão. 

A questão aí, segundo o parecer de muitos, é o tal lobby que determina o apoio incondicional do império para com a nação que dá muito lucro à indústria bélica americana, a mesma que nada de braçadas quando o assunto é guerra.

Mas, e quanto às pessoas, as vítimas que perdem suas terras, casas, vidas? Mesmo porque, fala-se muito na invasão de países vizinhos, na destruição com mísseis de vários tipos e tamanhos, no resultado final do ataque, e quase nada se fala sobre o número de mortos e feridos. Também pouco mostram as cidades, os hospitais lotados, os cemitérios... toda a tragédia que gira em torno dos números e decisões dos poderosos.

A mim resta somente despejar nesta rica folha branca todo o meu inconformismo.

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