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Último herdeiro do 720S, McLaren 788HS estreia com 788 cv

Edição limitada a 200 exemplares aposta em menor peso, soluções inspiradas na Fórmula 1 e desempenho de hipercarro para marcar o fim de uma era

Vagner Aquino
13/07/2026 | 00:49
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A despedida de um dos carros mais emblemáticos da McLaren ganhou uma edição à altura. Batizado de 788HS, o modelo marca a despedida da família de superesportivos iniciada pelo 720S com uma série limitada de apenas 200 unidades - divididos metade para a opção cupê e o restante para o spider. A novidade sucede versões como o 765LT e o atual 750S, tornando-se a configuração mais extrema da plataforma. O novato, projetado para andar nas ruas e nas pistas, chega com mais potência, menor peso e aprimoramentos na aerodinâmica.

Antes de tudo, cabe pontuar que a sigla "HS" significa High Sport (Alto Desempenho Esportivo, em português), e que não é nada comum na McLaren. Até hoje, apenas o MP4-12C HS e o MSO HS receberam esse sobrenome.

O 788 HS é equipado com o motor V8 biturbo de 4,0 litros recalibrado para entregar 788 cv e 81,5 mkgf de torque. Com peso seco de apenas 1.265 kg, o superesportivo alcança a melhor relação peso-potência da geração, de 1,6 kg por cavalo, acelerando de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos. A velocidade máxima é de 330 km/h.

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Além do aumento de potência, a McLaren revisou o conjunto mecânico com suspensão recalibrada, dianteira 5 milímetros mais baixa, novos suportes para o motor e sistema de escape em titânio. O modelo também estreia rodas de fixação central na plataforma e utiliza freios de carbono-cerâmica derivados do McLaren Senna.

Linhas

Na carroceria, aposta forte em fibra de carbono e linhas voltadas para a melhor aerodinâmica possível. O 788HS recebeu splitter dianteiro de múltiplas seções, capô com duto em "S", asa traseira ativa elevada e difusor inspirado na Fórmula 1, conjunto que gera 10% mais pressão aerodinâmica do que o 765LT. Tem sistema de escape de titânio com quatro saídas. A versão cupê ainda conta com entrada de ar no teto.

No interior, o foco permanece voltado ao motorista, com acabamento em fibra de carbono, bancos exclusivos da série HS e detalhes específicos da edição limitada. O sistema multimídia e os comandos característicos da marca foram mantidos. O modelo, que chega pelas mãos da divisão MSO (McLaren Special Operations) e tem cada unidade feita de maneira artesanal e exclusiva ainda não teve o preço revelado.

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