Memória Hoje é o aniversário de Raul Cavalcanti, esportista, historiador do futebol, camisa 5 de mais uma seleção do Grupo Literatura e Memória do Futebol
Crédito das fotos – Projeto Memória

Na formação desta seleção, cada aniversariante escolhe a posição em que vai jogar. Raul escolheu o meio-campo e ao citar seu clube do coração – Santa Cruz FC – faz Memória lembrar do cartunista Juarez Correa (ex-Diário).
Juarez partiu (1954-2022). Suas charges espalham-se pelos jornais em que trabalhou. O destaque é o livro “Mascotes do Futebol Brasileiro” (Editoras MHW e O Artífice, 2006). Nenhum clube das principais divisões é esquecido, em todo o país. Inclusive o mascote do Santa Cruz.
Se vivo fosse, provavelmente Juarez participaria das reuniões do Memofut, caricaturando os historiadores do futebol, como fazia nas reuniões de pauta do jornal
Assim, incluímos Juarez na nova seleção do Memofut, o Juarez que jogava sempre atacando e defendendo nas equipes do Diário.
Raul, grato pela inspiração. Você faz lembrar quem nunca poderia ter sido esquecido. A força do futebol local e regional Entrevista: Raul Cavalcanti, do Recife Como o senhor vê o registro e construção da memória do futebol? Por muito tempo, o futebol brasileiro foi mais vivido do que documentado. Nas últimas duas décadas o interesse cresceu bastante, até pelo acesso remoto e uso da tecnologia. Surgiram centros de documentação, pesquisa acadêmica e maior valorização. Ainda assim, há muito trabalho pela frente, com grande volume de acervos pessoais, fotografias e depoimentos que podem ser melhor aproveitados. Creio que nunca irá esgotar. Qual a importância do Memofut neste sentido e sua parceria com o Museu do Futebol? O Memofut cumpre um papel único: reúne pesquisadores, jornalistas e apaixonados por futebol para debater e preservar a história do esporte, em parceria com o Museu do Futebol. Acompanho as reuniões desde 2009, quando trabalhava no Museu, e sempre que pude, mesmo depois de sair de lá, continuei participando enquanto morei em São Paulo. Fiz grandes amigos nesse grupo e tenho enorme admiração pelos temas discutidos e pelos participantes. É um espaço que valorizo profundamente. Pessoalmente, que trabalhos realiza? Atualmente não estou trabalhando profissionalmente com o universo do futebol. Trabalho com projetos especiais ligados à área da economia criativa no Núcleo de Gestão do Porto Digital. Meu envolvimento com o futebol hoje é mais afetivo do que técnico: vivo intensamente minha paixão pelo Santa Cruz Futebol Clube, aqui em Recife, acompanhando de perto o clube e sua saga pelas divisões nacionais. A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo pode significar um arrefecimento no estudo da história do futebol? Não creio. O interesse pela história do futebol brasileiro não está atrelado ao desempenho da seleção em um torneio específico — tem raízes mais profundas, ligadas à identidade cultural do país. Aliás, momentos de frustração costumam gerar reflexão histórica. O que pode mudar é o tom: menos euforia, mais análise crítica. E que bom que seja assim. Pensamento crítico no atual momento é muito bem vindo. De alguma forma o senhor acompanha e/ou participa do registro da história do futebol no Grande ABC? Infelizmente não tenho acompanhado de perto. Voltei a morar em Recife em 2019, e isso naturalmente afastou minha participação mais direta em iniciativas regionais como as do Grande ABC. É um tema que reconheço como importante — memórias locais e regionais do futebol tendem a ficar ainda mais vulneráveis ao esquecimento do que a história do futebol em nível nacional, justamente por terem menos veículos de registro e difusão —, mas hoje minha atuação está mais distante fisicamente dessa região. GOL DE PLACA Raul Cavalcanti Nascimento: Recife, PE, 12-7-1973 Família: casado com Clarissa Batalha, pais de Tomás e Matias Cavalcanti Formação: turismo, eventos e inovação. Atividades atuais: trabalha no Núcleo de Gestão do Porto Digital, no Recife.
Museu do Futebol: antes de retornar ao Recife, ajudava na organização e viabilização das reuniões no Museu do Futebol.
Memofut: máxima admiração por muitos: “Para não ser injusto, cito o Sr. Domingos D’Angelo (in memoriam), representando todos os colegas.
Destaques de “B” a “Z” no futebol: Barbosa, Baresi, Evaristo de Macedo, Givanildo Oliveira, Garrincha, Grafite, João Saldanha, Maradona, Pelé, Puskas, Ronaldo Fenômeno, Sócrates, Washington (casal 20), Telê Santana, Zé do Carmo e Zidane.
Crédito da foto 1 – Álbum pessoal Crédito das fotos 2 e 3 – Projeto Memória TABELINHA. Raul e a charge do seu Santa Cruz: da obra de Juarez Correa para o futebol do Brasil CAI A TARDE A praia pode não ser como as brasileiras. Mas o belo pôr de sol em Sunset Beach faz a pequena praia de Vancouver merecer o seu nome. Sérgio Paz - Memofut, do Canadá para Memória Crédito das fotos 4 – Sérgio Paz POSE DUPLA. Na solitária Sunset Beach DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Domingo, 11 de julho de 1976 SAÚDE – Diário mostrava a importância de Santo André possuir um hospital de clínicas. Com o crescimento da cidade, o Hospital Municipal, criado no início do século XX, já não comportava o grande número de atendimentos. “Santo André e o Grande ABC deixam de contar com um potencial médico especializado que não atua na região devido à falta de equipamentos e necessários à realização de operações neurocirúrgicas”, escrevia o jornal. ARTES – A tapeceira Aracy Monteiro Zanotti, de Santo André, era convidada a participar da VIII Bienal de Tapeçaria de Lauzanne, na Suíça. EM 12 DE JULHO DE... 1906 – Joinville, 5 – Passou por aqui uma densa nuvem de gafanhotos, que foi afugentada a tiros, toque de sinos e de latas de querosene, apitos de fábricas, fogueiras. 1996 – Economia brasileira entrava na era dos centavos. Preços abaixo de 1 real passavam a ser vistos com maior atenção pelos consumidores, que não dispensavam mais trocos. Reportagem: Patrícia Coutinho 2021 – Flexibilização da quarentena: com redução das mortes, bar já podia seguir aberto até às 23h. Após saída do Imasf – o instituto de previdência dos funcionários municipais de São Bernardo – Notre Dame assumia a saúde do funcionalismo. HOJE Dia do Engenheiro Florestal: uma homenagem a São João Gualberto, padroeiro dos florestais, falecido em 12 de julho de 1073. MUNICÍPIOS BRASILEIROS No Estado da Bahia hoje é o aniversário de Aracatu, Lajedinho, Malhado de Pedras e Pedrão. Também aniversariam em 12 de julho: Casinhas e Manan (PE) e Diamante do Sul (PR). 15º domingo do Tempo Comum “A liturgia de hoje nos convida a contemplar o dom da Palavra de Deus, viva e eficaz, e a cuidar do terreno do nosso coração, para que ela possa dar frutos em nós”. Fonte: ABC Litúrgico, folheto da Diocese de Santo André (Ano 46 - Nº 2793 - 12/7/2026) Ilustração: Amauri Guimarães (Diocese de Santo André)


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