Crise Plano global prevê enxugamento da gama, foco nos veículos mais vendidos e redução de custos; não há impacto confirmado no Brasil
FOTO: Divulgação

Quando saiu na mídia que a Volkswagen cortaria 100 mil empregos em todo o mundo para ampliar seu programa de reestruturação, a marca não se pronunciou e disse que qualquer decisão ainda precisaria ser analisada pelos órgãos de governança, e que os detalhes do plano, no entanto, seriam apresentados ao conselho fiscal da companhia no dia 9 de julho. A reunião aconteceu e, assim, outra bomba veio à tona: o corte de modelos do portfólio da marca.
Durante desdobramentos do plano de reestruturação global da Volkswagen, aprovado nesta quinta-feira (9) pelo conselho de supervisão da empresa e criado para enfrentar a crise iniciada em 2024, a montadora confirmou que vai retirar de linha modelos com baixo volume de vendas. Em declaração, por vídeo, o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, disse que precisa eliminar a capacidade excedente. Há ainda a diminuição do número de versões a fim de simplificar o portfólio, diminuir custos e tornar a operação mais eficiente. Especula-se a extinção de aproximadamente 50% da gama atual.
A estratégia também prevê a redução de plataformas e arquiteturas eletrônicas, além da adequação da capacidade de produção nas fábricas europeias, onde a demanda atual está abaixo do potencial das unidades. A empresa ainda não revelou quais outros modelos serão descontinuados, mas já confirmou o fim dos Audi A1 e Q2, bem como dos Volkswagen Touran e T-Roc Cabriolet. Até o momento, nada do que foi dito afeta o mercado brasileiro.
Seja como for, o grupo afirmou que pretende produzir 9 milhões de veículos por ano. Antes da pandemia (2020), a meta era de 12 milhões, número que caiu para 10 milhões recentemente.
Modelos de alto volume ficam, mas empregos caem
Enquanto enxuga a gama, o grupo pretende concentrar investimentos nos veículos com maior demanda. Desse modo, para 2026, estão previstos pelo menos 20 lançamentos entre todas as marcas do conglomerado. Blume afirmou que a prioridade será ampliar o volume de vendas dos modelos mais relevantes em cada mercado.
Em relação a empregos, nada foi detalhado. Mas, diante da diminuição da produção, a queda de vagas é inevitável. Embora não tenha confirmado o corte de 100 mil empregos - mencionado no mês passado pela mídia - a VW já mencionou cortes de 50 mil postos até 2030. No total, 35 mil deles só da Volkswagen.
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