Fique de olho Consumidor pode exigir testes de qualidade antes do abastecimento para verificar se gasolina, etanol e diesel estão dentro dos padrões
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Nem todo mundo sabe, mas o consumidor pode solicitar testes de qualidade do combustível diretamente no posto antes de abastecer o veículo. O procedimento é obrigatório e deve ser realizado na presença do cliente, utilizando amostras retiradas da própria bomba para verificar se gasolina, etanol ou diesel atendem às especificações.
Entre as verificações está o chamado teste da proveta, usado para medir o teor de etanol presente na gasolina. Também podem ser feitos testes visuais de coloração e aspecto, além da análise de densidade no diesel e do etanol. No caso do derivado da cana-de-açúcar, a legislação estabelece limites de composição que devem ser respeitados.
Apesar de serem simples, os testes seguem critérios técnicos e continuam sendo os métodos mais confiáveis para identificar possíveis irregularidades. No entanto, muitos motoristas desconhecem esse direito e acabam abastecendo sem realizar qualquer conferência, mesmo diante de preços muito abaixo da média ou de suspeitas sobre a procedência do combustível.
Todos os postos são obrigados a possuir os equipamentos necessários para realizar esses testes quando solicitados pelo cliente, sejam eles bandeirados ou de bandeira branca. Além disso, empresas do setor realizam análises periódicas nos tanques e carregamentos, além de emitirem boletins de conformidade que acompanham o combustível até o cliente final. A rastreabilidade do produto e os sistemas automatizados de mistura também ganharam espaço nos últimos anos, aumentando o controle sobre a composição da gasolina, etanol e diesel.
Como reconhecer os principais sinais de adulteração
Além de exigir os testes de qualidade, o consumidor deve sempre desconfiar de preços muito abaixo da média e, sempre que possível, abastecer em postos de confiança. Ademais, cabe verificar se as bombas estão lacradas e identificadas com endereço, CNPJ, selo do Inmetro e demais informações exigidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Em estabelecimentos sem bandeira, também é obrigatório informar a distribuidora responsável pelo combustível.
Caso o veículo apresente perda de desempenho, aumento no consumo, acendimento da luz de injeção eletrônica ou falhas de funcionamento logo após o abastecimento, há indícios de que o combustível pode estar adulterado. Esses sintomas costumam surgir rapidamente e comprometem o funcionamento do motor.
Em casos mais graves, a adulteração pode contaminar o óleo do motor, provocar ressecamento de mangueiras, desgaste de vedações, vazamentos e acúmulo de resíduos em componentes internos. Se houver suspeita, a recomendação é interromper o uso do veículo e procurar uma oficina para evitar danos mecânicos mais severos.
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