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Senado não terá votações nesta semana assim como a Câmara, diz assessoria

Após a declaração, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que 'semana que vem é muito tempo'

23/06/2026 | 11:59
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FOTO: Lula Marques/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A assessoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou nesta terça-feira (23) que não haverá sessões deliberativas no plenário nesta semana. De acordo com a informação, o Senado terá apenas sessões sem votação, assim como a Câmara, em um momento do ano em que os deputados tradicionalmente retornam às suas bases para as festividades de São João.

Na semana passada, Alcolumbre havia dito que poderia pautar nesta semana a PEC que estabelece uma aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. Após a declaração, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que "semana que vem é muito tempo".

A semana também marca um mês da aprovação da PEC do fim da escala 6x1 na Câmara. O indicativo dos senadores é de que a proposta permanecerá parada. Até o momento, a PEC sequer foi despachada para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

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A única decisão oficial do Senado até agora foi a de agendar uma sessão de debate temático em 1º de julho, às 10h, no plenário, para "discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos" do fim da escala 6x1. Em 17 de julho, o Congresso entrará em recesso legislativo e não realizará mais votações até as eleições de outubro.

Outro fator que atravessa as negociações no Senado é a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por suposto vínculo com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Há incerteza sobre a permanência do petista no cargo, fundamental para as articulações do governo no Senado.

A PF suspeita que Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Em nota, Wagner nega que tenha atuado em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira em seu mandato parlamentar. Sobre o imóvel citado pela PF, o senador declarou que ele não integra o patrimônio do líder do governo.

No pano de fundo, há expectativa para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retome o contato com Alcolumbre nos próximos dias. O diálogo está travado desde que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal).

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