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Corte de árvores para construção de prédio gera críticas em Santo André

Retirada de vegetação em terreno foi autorizada pelo Semasa

22/06/2026 | 21:08
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FOTO: Celso Luiz
FOTO: Celso Luiz Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A remoção de 27 árvores para a construção de um prédio em um terreno localizado na esquina das ruas Arnaldo e Dona Carlota, no Jardim Bela Vista, em Santo André, tem gerado críticas entre quem mora ou circula pela região. O local dará lugar a um empreendimento residencial da TR9 Construtora, cuja obra teve início neste mês.

Frequentadores da área lamentaram a retirada da vegetação. Para eles, o avanço de novos empreendimentos precisa ser acompanhado de medidas que preservem ou compensem as perdas ambientais. O comerciante Aparecido Mendes, 66 anos, afirmou que entende a necessidade de novas construções, mas considera importante preservar parte da vegetação existente. “É preciso haver construção e modernização, mas também preservar a natureza. Senão vira concreto puro”, afirmou.

A dona de casa Patrícia Maria de Sousa, 41, também demonstrou preocupação com a retirada das árvores. “Sou totalmente contra o desmatamento. É triste porque nunca mais recupera”, disse. “Isso não é uma ação favorável. Sabemos da importância das árvores. E ter um local mais arborizado e verde é essencial”, comentou o operador de elevador José Santos, 21.

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Apesar das reclamações, o responsável técnico pela obra, o engenheiro civil Eric Aparecido Santos Lima afirmou que todas as intervenções seguem as autorizações emitidas pelos órgãos competentes. “Nós temos todas as licenças legais, tanto alvarás de construção quanto o processo ambiental e autorização ambiental para supressão (retirada) de vegetação”, declarou. Segundo ele, a retirada ocorreu exclusivamente dentro dos limites do terreno e respeitou integralmente a autorização concedida. “Todas as retiradas foram realizadas conforme a autorização ambiental. Nada foi alterado no entorno, somente do terreno para dentro”, apontou.

Ainda de acordo com o engenheiro, a área era ocupada anteriormente por imóveis residenciais. A previsão, segundo Lima, é que o empreendimento seja concluído em três anos.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) informou que a legislação municipal proíbe a supressão ou poda drástica de árvores em terrenos particulares sem autorização prévia. A autarquia explicou que, mesmo em propriedades privadas, qualquer remoção depende de licenciamento ambiental.

No caso do terreno do Jardim Bela Vista, o órgão confirmou que a construtora possui processo de licenciamento ambiental e recebeu autorização para a supressão de 27 árvores. Destas, 24 eram espécies exóticas, entre elas areca-bambu, limão-taiti, palmeiras fênix e seafórtia. As outras três eram espécies nativas: goiabeira-vermelha, pitangueira e assa-peixe. 

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