Política Titulo Cidades inteligentes

Iluminação assume papel estratégico no desenvolvimento

Setor é a porta tanto para transição energética quanto à transformação digital, diz especialista

07/06/2026 | 20:25
Compartilhar notícia
FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A iluminação pública no País deixou de ser apenas um serviço básico de infraestrutura urbana e passou a ocupar papel estratégico no desenvolvimento das cidades, impulsionando projetos de conectividade, segurança, eficiência energética e transformação digital. Esse novo cenário será o centro dos debates do CPIIC (Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro), realizado nos dias 9 e 10 de junho, no Parque Tecnológico de Santo André.

O avanço do setor ganhou força após as mudanças trazidas pela reforma tributária, que ampliaram os usos da Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública). Antes restrito praticamente à manutenção e expansão da rede de iluminação, o recurso agora pode financiar mais de 50 tipos de serviços ligados a cidades inteligentes.

Coordenadora do CPIIC, Juliana Ulian afirma que a iluminação pública passou a funcionar como uma plataforma de desenvolvimento urbano. “Hoje a iluminação pública pode ser porta tanto para transição energética quanto para transformação digital das cidades. Entre as aplicações estão sistemas de monitoramento por câmeras, Wi-Fi público, antenas 5G, sensores ambientais, microestações meteorológicas, sensores de ruído, conectividade urbana e plataformas inteligentes de gestão pública”, pontua.

DGABC

Além da modernização tecnológica, Juliana ressalta o impacto econômico da transformação dos parques de iluminação. “Quando trocamos luminárias convencionais por LED, já existe uma economia de pelo menos 50% na conta de energia. A iluminação pública representa um dos maiores gastos das administrações municipais, especialmente em cidades de pequeno porte.”

O crescimento das PPPs (Parcerias Público-Privadas) acelerou o movimento de participação da iluminação no desenvolvimentos das cidades inteligentes. Segundo dados da ABCIP (Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública e Cidades Inteligentes) e do FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável), o setor já soma R$ 32 bilhões em contratos firmados, beneficiando cerca de 57 milhões de pessoas no País. Atualmente, o Brasil possui cerca de 4,8 milhões de pontos de iluminação vinculados a PPPs, que atendem 173 municípios.

“Agora surgem também as PPPs de cidades inteligentes, agregando serviços como Wi-Fi, fibra óptica, carregadores para carros elétricos e eficiência energética em prédios públicos”, afirma a especialista.

Para Juliana, o principal desafio deixou de ser apenas financeiro. “Hoje existem muitos programas de fomento e linhas de apoio. O grande desafio agora é capacita-ção técnica e acesso à informação para que os municípios consigam estruturar projetos robustos”, conclui.

LEIA MAIS:




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;