Avistamentos ao redor do mundo Pacote reúne mais de 160 documentos, vídeos e relatos militares sobre fenômenos aéreos não identificados; governo dos Estados Unidos promete novas liberações nas próximas semanas
FOTO: Reprodução/X/Department of War

O governo dos Estados Unidos iniciou nesta sexta-feira (8) a divulgação pública de uma nova leva de arquivos oficiais sobre OVNIs, atualmente chamados de UAPs (Fenômenos Anômalos Não Identificados). A liberação foi anunciada pelo Pentágono e pela administração do presidente Donald Trump como parte de um programa de “transparência total” envolvendo décadas de registros mantidos sob sigilo.
Os documentos foram disponibilizados em um novo portal oficial do Departamento de Guerra dos EUA, batizado de PURSUE (Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters), criado especificamente para centralizar materiais relacionados a OVNIs e supostos fenômenos extraterrestres. Segundo o governo americano, esta primeira leva reúne cerca de 162 arquivos, incluindo fotografias, vídeos, relatórios militares, depoimentos de pilotos, transcrições da NASA, documentos do FBI e registros históricos que cobrem quase 80 anos.
Entre os casos divulgados estão relatos de pilotos da Pan Am em 1947 descrevendo um “objeto laranja brilhante”, documentos ligados às missões Apollo 12 e Apollo 17, além de ocorrências recentes envolvendo drones militares e objetos luminosos registrados no Oriente Médio e próximo ao Japão. Alguns arquivos descrevem “orbes metálicos”, formações triangulares e objetos capazes de desaparecer rapidamente após manobras incomuns.
Apesar da repercussão, o próprio Pentágono afirma que os materiais divulgados não comprovam a existência de vida extraterrestre. Segundo o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, muitos casos permanecem não resolvidos apenas por falta de dados suficientes para uma conclusão definitiva.
A nova iniciativa surgiu após uma ordem assinada por Donald Trump em fevereiro de 2026, determinando que agências federais revisassem e desclassificassem arquivos relacionados a UAPs e possíveis fenômenos extraterrestres. O trabalho envolve o Departamento de Defesa, FBI, NASA, ODNI (Diretoria de Inteligência Nacional), Departamento de Energia e o AARO (All-domain Anomaly Resolution Office), escritório criado pelo Pentágono em 2022 exclusivamente para investigar aparições de objetos não identificados.
O AARO já acumula mais de 2 mil ocorrências analisadas nos últimos anos, segundo dados oficiais. Em relatórios anteriores divulgados pelo próprio Pentágono em 2024, investigadores afirmaram não ter encontrado evidências de tecnologia extraterrestre ou programas secretos envolvendo naves alienígenas, embora vários registros continuem sem explicação conclusiva.
A divulgação reacendeu debates históricos sobre o tema nos Estados Unidos. O país mantém investigações oficiais sobre OVNIs desde meados do século 20, passando por iniciativas como o Projeto Blue Book, o programa AATIP (Advanced Aerospace Threat Identification Program) e, mais recentemente, o próprio AARO. Em 2020, o Pentágono já havia confirmado oficialmente a autenticidade de vídeos gravados por pilotos da Marinha mostrando objetos com comportamento considerado incomum.
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