Após expulsão Prefeito de São Caetano sobe o tom contra o ex-partido, diz não fazer questão de recorrer e não crava filiação em nova casa
Tite em pronunciamento nesta quarta-feira (8) (FOTO: Celso Luiz)

O prefeito de São Caetano, Tite Campanella, expulso nesta terça-feira (7) do PL pela executiva estadual, subiu o tom contra sua ex-casa, porém não cravou para qual partido deve migrar, apesar de citar o Republicanos, sigla pela qual pretendia disputar a Prefeitura em 2024, e um convite do prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, que colocou o Cidadania à disposição.
Tite lembrou que o PL, de Valdemar Costa Neto, “sofre de fraqueza ideológica”, ao afirmar que existem dois “Partidos Liberais”, sendo um deles da linha bolsonarista. Vale lembrar que o PL já compôs chapa, na vice-presidência, de Luiz Inácio Lula da Silva.
O prefeito afirmou que a ala distante da base bolsonarista será observada nos próximos dias, quando a nominata do partido será apresentada. “Vai ficar claro na próxima executiva. Basta pegar os nomes, fazer uma busca sobre essas pessoas e observar em quem elas votaram, em companheiros de copa e cozinha.”
A fala, segundo interlocutores, foi interpretada como crítica ao ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), pessoa ligada ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).
Tite afirmou também que “faz questão de não recorrer” da decisão do PL.
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