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Fora do PL, Tite começa a definir futuro partidário em São Caetano

Prefeito afirma que expulsão das fileiras liberais foi arbitrária

08/04/2026 | 12:33
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Tite com vereadores da cidade (FOTO: Celso Luiz/DGABC)
Tite com vereadores da cidade (FOTO: Celso Luiz/DGABC) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de São Caetano, Tite Campanella, menos de 24 horas após ser expulso do PL pela executiva estadual presidida por José Tadeu Candelária, começa a definir seu futuro político-partidário na manhã desta quarta-feira (8). O agora ex-liberal considerou arbitrária a decisão de tirá-lo dos quadros de filiados. A expectativa é de que o são-caetanense anuncie filiação ao Republicanos, sigla que tem como principal liderança o governador Tarcísio de Freitas, como apurou o Diário. PSD e União Brasil também fizeram convites.

Queixa formal do senador Marcos Pontes contra Tite fez com que a comissão de ética da executiva paulista apurasse possíveis desvios de conduta ou quebra de regras determinadas no estatuto partidário. A investigação apontou que o prefeito fez acenos à pré-candidatura do deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública do Estado Guilherme Derrite (Progressistas) ao Senado e criticou os atuais representantes paulistas no Congresso. Além de Pontes, representam o Estado na chamada Câmara Alta Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (Podemos).

A apuração considerou falas de Tite proferidas em 25 de março, durante solenidade de entrega de Título de Cidadão São-Caetanense a Derrite. Na ocasião, o prefeito afirmou que São Paulo é a unidade federativa mais importante do País, porém tem a pior representatividade na chamada Câmara Alta. “Temos três senadores que não correspondem ao que o Estado espera deles”, disse o chefe do Executivo.

DGABC

Tite, nesta terça-feira (7), reafirmou o posicionamento sobre os congressistas. “Lamento a forma como esse processo foi conduzido. Opiniões divergentes são a base da formação partidária e a base sobre a qual construímos nossa democracia. Quem age assim não pode reclamar, no futuro, de atos que o desagradem. Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do Estado de São Paulo no Senado. Lamento ainda que, com minha saída, o PL de São Caetano ficará entregue a lideranças aliadas a (Luiz Inácio) Lula (da Silva - PT) e (Geraldo) Alckmin (PSB)”, destacou, em nota à imprensa.

A expulsão de Tite incomodou a bancada liberal em São Caetano. Dos cinco vereadores, quatro renunciaram aos cargos ocupados na executiva do partido. Cicinho Moreira, presidente; Luis Galarraga, secretário; e Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim, suplente do diretório, anunciaram a decisão em plenário, na sessão de desta terça na Câmara. Caio Salgado, número dois no partido, confirmou ao Diário que apresentará a carta de renúncia. Matheus Gianello, tesoureiro, foi o único que se manteve na direção do PL.




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