Na Câmara de São Caetano Depoimento da ex-titular da Fazenda está programado para quarta-feira (19)
FOTOS: Celso Luiz e Denis Maciel/DGABC

A ex-secretária da Fazenda de São Caetano Stefânia Wludarski foi convidada, na condição de testemunha, a corroborar com as investigações da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida. O grupo de trabalho apuratório espera que a ex-subordinada do então prefeito José Auricchio Júnior (PSD) compareça à Câmara na quarta-feira (19) para responder questionamentos sobre as incongruências identificadas na análise das mais de 14 mil páginas de documentos fiscais e contábeis.
O relatório indica manobras que teriam levado ao endividamento de R$ 1,15 bilhão. Parte do valor é formado pelo cancelamento de R$ 30 milhões em dívidas liquidadas em 30 de dezembro, último dia útil de 2024; obrigações a pagar sem cobertura orçamentária no valor de R$ 154 milhões; distorções no saldo bancário que somam R$ 20 milhões; e R$ 47 milhões em despesas de 2024 pagas com empenhos de 2025.
Segundo o presidente da CPI, vereador César Oliva (PSD), Stefânia foi convidada como testemunha. “Neste primeiro momento queremos tirar dúvidas sobre tudo o que foi apurado na CPI. Por isso, chegamos à conclusão de que ela será ouvida na condição de testemunha”, disse.
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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, Edison Parra (Podemos), sustenta que o depoimento de Stefânia, atual secretária-adjunta de Fazenda e Planejamento de Cotia, deve ajudar a esclarecer pontos ainda obscuros. “A ex-secretária ocupava cargo-chave no antigo governo e pode contribuir de forma importante com os trabalhos da CPI. Nosso objetivo é esclarecer todos os pontos sobre as contas de 2024 da Prefeitura e obter respostas sobre a real situação financeira deixada pela gestão anterior.”
Fontes ouvidas pelo Diário que não integram a CPI, mas são próximas de Auricchio e Stefânia, afirmaram que a ex-secretária prefere comparecer na condição de investigada. Dessa forma, a lei lhe garante proteção, permitindo, por exemplo, que se recuse a responder perguntas. Já como testemunha, embora não seja obrigada a comparecer, caso esteja presente deve responder integralmente a todos os questionamentos feitos pelos membros da comissão.
A reportagem não localizou Stefânia. O escritório de advocacia que cuida dos interesses da ex-secretária foi procurado por meio de formulário eletrônico em sua página na internet. No entanto, até o fechamento da edição não houve retorno aos questionamentos da redação.
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