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Sob ordem da Justiça, invasores abrem portão para Defesa Civil

Oficiais do Judiciário e equipes da Prefeitura vistoriam imóvel de antigo hospital no Centro, tomado pelo MLB no dia 7, para atestar a segurança estrutural

17/09/2025 | 22:30
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Invasores de um prédio abandonado que abrigava um antigo hospital no Centro de Diadema foram obrigados, ontem, por ordem judicial, a abrir o portão do imóvel para permitir a entrada da Defesa Civil e do Conselho Tutelar, acompanhados por oficiais de Justiça. A vistoria teve como objetivo verificar as condições estruturais do local.

A invasão do prédio, realizada no dia 7 de setembro, é liderada por integrantes do partido político Unidade Popular (UP) e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). A decisão judicial, assinada na terça-feira (16) pela juíza da Fazenda Pública, Natália Cristina Torres, atendeu a solicitações do processo, que aponta risco à integridade física e até à vida das pessoas que estão no local. O imóvel está abandonado há cerca de uma década.

O uso de apoio policial foi autorizado exclusivamente para garantir o cumprimento da ordem judicial. Os laudos e relatórios produzidos durante a vistoria serão anexados aos autos do processo.

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Durante a ação, a equipe do Diário esteve no imóvel, localizado na esquina da Avenida Alda com a Rua Oriente Monti, para acompanhar a ação, mas foi hostilizada por membros do movimento. Larissa Mayumi, uma das líderes da ocupação, se apresentou como jornalista, não respeitou o trabalho da imprensa e agrediu o fotojornalista com um tapa na câmera, tentando impedir o registro da vistoria.

Outro integrante, aos gritos, tentou intimidar o repórter. Sem se identificar, chamou o profissional de “mentiroso” e o acusou de “falta de coragem”, insinuando um convite ao confronto. Questionado sobre possíveis implicações judiciais, desconversou. Também evitou responder se ele ou outros ocupantes tinham autorização para entrar e permanecer no imóvel.

A Prefeitura garantiu que a atuação do governo está voltada à preservação da integridade física das pessoas, diante da “falta de condições estruturais e de segurança do prédio”.

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