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Após ‘Noite dos Balões’ em Santo André, homem é preso

Operação da PM Ambiental e do MP fechou uma fábrica clandestina em São Bernardo

11/09/2025 | 09:03
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Duas semanas após a chamada ‘Noite dos Balões’, que causou diversos incêndios em Santo André, um homem foi preso no município suspeito de envolvimento na prática de soltura e confecção de artefatos. A prisão é resultado da segunda etapa da Operação Cangalha, da Polícia Militar Ambiental e do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), que ainda fechou uma fábrica clandestina em São Bernardo. 

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Na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a Capital, dez fábricas foram fechadas, três pessoas presas e 109 balões inteiros e 45 pedaços apreendidos. Na primeira etapa da operação, realizada em 15 de agosto, na Zona Leste da Capital, dois galpões clandestinos foram fechados, 88 balões apreendidos e 372 explosivos encontrados. 

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“Foi a maior apreensão de balões da história da Polícia Ambiental. Essa operação foi um desdobramento da primeira fase, que na verdade tinha como foco inicial a apreensão de equipamentos eletrônicos envolvidos com associações criminosas”, informou o tenente do Comando de Policiamento Ambiental, Daniel Pires. 

O policial explicou ainda que na primeira etapa foram apreendidos diversos celulares e, a partir deles, foi possível extrair mais informações. “O resultado foi expressivo por conta do trabalho de investigação do Ministério Público e da inteligência que a Polícia Militar Ambiental desenvolveu entre uma fase e outra”, ressaltou o tenente.

Durante a primeira fase da Operação Cangalho foram levantados possíveis endereços usados pelos suspeitos para a fabricação dos balões. O caso foi encaminhado à Justiça, que expediu 15 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes descobriram as fábricas clandestinas em funcionamento.

Ainda durante a ação, 69 artefatos explosivos foram recolhidos. “Muitas vezes, os suspeitos transportam esses artefatos por meio dos balões, que acabam se desfazendo ou caindo, e então pegam fogo ou causam incêndios, principalmente durante o período de estiagem, quando o clima está mais seco e propenso a queimadas”, acrescentou Daniel Pires.

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RISCOS

A soltura de balões traz risco extremo de incêndios florestais, acidentes aeronáuticos e danos ao patrimônio público e privado, podendo ameaçar a vida humana e de animais. Fabricar, transportar ou soltar balões é crime . A pena pode chegar a três anos de detenção.

O tenente destacou que a operação é de suma importância para a proteção de pessoas e do meio ambiente. “Encontrar as fábricas antes que os balões alcancem voo é um trabalho preventivo que impede que o crime aconteça e prejudique a população. É preciso impedir antes que o crime aconteça e causem tragédias de grandes proporções, ainda mais se ultrapassarem rotas aeronáuticas, pois o perigo se multiplica”, reforçou. 

No dia 23 de agosto, foi registrado no céu de Santo André 11 balões carregados com fogos de artifício. O episódio, que ficou conhecido como a ‘Noite dos Balões’, resultou em incêndios em três endereços no bairro Campestre. Imóveis foram destruídos e famílias precisaram deixar suas casas.




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