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Polo reforça segurança após ‘Noite dos Balões’ em Santo André

Equipes de brigada realizam monitoramento e medidas de prevenção; complexo industrial registrou 24 ocorrências envolvendo artefatos no ano

27/08/2025 | 08:49
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Polo Petroquímico de Capuava reforçou as ações de segurança após a ‘Noite dos Balões’ em Santo André. No último sábado (23), o município andreense registrou 11 ocorrências envolvendo os artefatos que provocaram quatro pontos de incêndio, sem registro de vítimas. O galpão de uma empresa no bairro Campestre precisou ser demolido porque as chamas comprometeram a estrutura. A Polícia Civil investiga o caso, mas até o momento ninguém foi preso. 

Segundo o coordenador do PAM (Plano de Auxílio Mútuo), Valdemar Conti, o polo já intensifica a ação de monitoramento nos meses considerados de festa junina e períodos sem chuva, de maio a agosto. “Contudo, estes incidentes ocorridos no último fim de semana levam às equipes de brigada a reforçarem ainda mais as medidas de prevenção.” O complexo, localizado entre as cidades de Santo André, Mauá e Capital, é constantemente alvo de baloeiros devido à ampla extensão territorial.

Nos primeiros sete meses do ano, foram registradas 24 ocorrências de balões na região do Polo Petroquímico. Por mês, são contabilizados, em média, três incidentes. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o número de balões soltos no complexo industrial caiu 24%. De janeiro a julho de 2024, foram 33 registros, de acordo com levantamento do PAM. 

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Soltar, fabricar, vender ou transportar balões são práticas consideradas crimes ambientais desde 1998, com possibilidade de até três anos de detenção, de acordo com a Lei Federal 9.605. “A soltura de balões é uma questão cultural, pois o baloeiro não mede as consequências do ato. Ele quer mostrar sua arte, sem se importar com o risco. Existem vários clubes de baloeiros que criam eventos como o que aconteceu em Santo André, onde foram soltos vários artefatos de uma vez. Esses indivíduos buscam lugares afastados, como terrenos abertos e chácaras, para a soltura, devido ao receio de serem surpreendidos pela polícia”, diz Conti. 

O coordenador destaca ainda que o maior risco com a soltura de balões no Polo Petroquímico é de incêndio, pois grande área das empresas é de mata virgem e de árvores nativas da Mata Atlântica, o que pode causar danos para o meio ambiente e para os animais que vivem no local. “Além disso, há ainda o risco de o balão cair com a chama acesa sobre os tanques com materiais químicos utilizados pelas empresas”, ressalta.

Por meio do PAM Capuava, o Polo monitora o céu permanentemente, fazendo a captura de balões que ofereçam riscos às instalações do complexo industrial. Quando um balão é avistado, os brigadistas acionam sistema interno de comunicação para fazer o alerta e atuam com rapidez por vias internas que interligam as indústrias. Com a ajuda de viaturas equipadas com canhões, eles conseguem acertar o balão ainda no ar.

Também são promovidas ações de conscientização no entorno do complexo e em diversos bairros do Grande ABC pelas defesas civis municipais.

Além dos impactos ambientais, a soltura de balões afeta o fornecimento de energia na região. Levantamento realizado pela Enel mostra que no primeiro semestre do ano, 5.459 residências ficaram sem luz em decorrência da prática – alta de 135% em comparação com o ano passado, quando foram 2.319.

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FOCO DE INCÊNDIO

Equipes da Prefeitura de Santo André continuam mobilizadas para combater o incêndio causado pela queda de um balão em um terreno na Avenida Guaratinguetá, no Jardim Alzira Franco. Mesmo após dois dias de trabalho, ainda há focos de fumaça, que estão sendo controlados com uso de água de reuso e movimentação de terra com máquina escavadeira, conforme informou o prefeito Gilvan Ferreira (PSDB), que visitou o local na tarde de ontem.

“Mais uma vez, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros têm demonstrado competência e dedicação no enfrentamento desse incêndio provocado por uma prática criminosa e irresponsável. Estamos acompanhando de perto as investigações e reforço que os responsáveis serão identificados e punidos conforme a lei. Soltar balões é crime, coloca a população em risco e não será tolerado em Santo André”, afirmou o chefe do Executivo. 




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