Menos fila O sistema Fast Track, implementado no Albert Sabin, separa os procedimentos de menor urgência dos casos mais graves
FOTO: Denis Maciel/DGABC

A Secretaria de Saúde de São Caetano implementou, no último dia 21, no Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin, o Fast Track, sistema que separa o atendimento de casos de baixa e alta complexidade. A permanência na unidade hospitalar de pacientes atendidos nesta modalidade reduziu 50 minutos para casos sem urgência, caindo de uma hora e 58 minutos para uma hora e oito minutos. Nos casos de pouca urgência, a diminuição foi de 20 minutos, queda de uma hora e dois minutos para 42 minutos.
Nos primeiros dez dias de funcionamento do sistema, entre 21 e 31 de agosto, foram realizados 2.031 atendimentos pelo Fast Track, o que representa 37% do total dos 5.500 pacientes atendidos no hospital. A Pasta destaca que o principal objetivo do sistema é garantir o uso mais eficiente dos recursos da emergência, permitindo uma resposta mais rápida e qualificada aos casos graves.
“As primeiras percepções são altamente positivas, demonstrando uma melhora significativa na jornada do paciente através da redução dos tempos de espera e permanência”, avalia a secretária municipal de Saúde, Adriana Berringer Stephan.
Ao chegar à unidade hospitalar, o paciente passa por uma triagem inicial conduzida por um enfermeiro, que determina o nível de urgência. Aqueles classificados com a cor verde (sem urgência) ou azul (pouco urgente) são direcionados para o Fast Track, uma área especializada com consultórios e equipes voltadas para esses casos.
A gestora destaca que o projeto também otimiza recursos e melhora a experiência do paciente. “O Fast Track estabelece uma interface com a atenção básica, por meio da contrarreferência. O intuito é garantir uma linha de cuidado contínuo e manejo adequado”, diz a secretária de saúde.
Cerca de 80% dos pacientes classificados como verde ou azul são elegíveis para o Fast Track, onde são tratados de condições como resfriados comuns, diarreia leve, dores lombares baixas, tosse, infecções urinárias sem complicação, dor de cabeça leve, mialgia, mal-estar, náuseas e vômitos sem desidratação, e alergias não especificadas. Os 20% restantes, embora com sintomas leves, não se enquadram no atendimento rápido devido à presença de comorbidades.
“Essa separação permite um atendimento mais rápido e focado, com decisão de alta imediata ou encaminhamento para a Unidade de Decisão Clínica para observação breve, evitando a sobrecarga das áreas de urgência”, explica Adriana
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SISTEMA
As equipes de saúde passaram por um treinamento para operarem dentro do Fast Track. A capacitação é contínua e os profissionais são submetidos a avaliações. A análise de desempenho destes dez dias foi concluída com resultados positivos, de acordo com a secretária.
Em paralelo, a fim de garantir melhor assertividade na classificação de risco, houve a capacitação da equipe no protocolo Manchester, que envolveu 50 profissionais.
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