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TJ-SP notifica Prefeitura de São Bernardo por afastamento de Marcelo Lima

Prefeito foi alvo da Operação Estafeta, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, a fim de investigar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro na administração pública

Bruno Coelho
14/08/2025 | 17:40
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Depois de determinar o afastamento por um ano do prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) notificou oficialmente a decisão ao Executivo e Legislativo, na tarde desta quinta-feira (14). Desse modo, a vice-prefeita Jessica Cormick (Avante) assume de forma interina o comando da cidade, enquanto o podemista segue no epicentro da investigação, sendo obrigado a usar tornozeleira eletrônica e permanecer distante das atividades administrativas do governo. 

Marcelo Lima foi alvo da Operação Estafeta, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de quinta-feira, a fim de investigar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro na administração pública. De acordo com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), o prefeito afastado emerge como o eixo articulador e a figura central da organização criminosa, exercendo um papel de influência direta sobre as movimentações financeiras ilícitas. O podemista foi suspenso a seis dias do aniversário de 472 anos de São Bernardo.

A notificação do TJ-SP foi determinada pelo desembargador Roberto Porto, com encaminhamento à Prefeitura e para a Câmara de São Bernardo, mais precisamente aos gabinetes da presidência, Danilo Lima (Podemos), também acusado de fazer parte da operação alvo da Polícia Federal, e da vice-presidente, Ana Nice (PT). Entretanto, até o fim da tarde desta quinta-feira, o Parlamento não tinha recebido a determinação pela suspensão do mandato do chefe do Legislativo.

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Apontado como figura central no suposto esquema de corrupção, Marcelo Lima recebeu apoio de Paulo Iran Paulino Costa, que segundo a denúncia do MP-SP, desempenhou o papel de operador financeiro, encarregado do recebimento, guarda e distribuição dos recursos ilícitos, bem como do pagamento de despesas pessoais do podemista  e de seus familiares. Além de Danilo Lima, o vereador em exercício Ary de Oliveira (PRTB), originalmente primeiro suplente, também é citado por fazer parte da organização.

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A investigação teve origem em 7 de julho deste ano, após Paulo Iran, que tinha acesso direto ao gabinete do prefeito, receber a apreensão de uma grande soma de dinheiro no veículo Jeep Compass, em seu nome, no valor de R$ 583.300,00, e na sua residência, localizada na Avenida Dom Jaime de Barros Câmara, no valor de R$ 12 milhões em espécie. Após análise preliminar do material apreendido, especialmente documentos físicos, aparelhos celulares, computador e anotações manuscritas, veio à tona a ligação do Paço.

Até o momento, a Prefeitura de São Bernardo não se manifestou sobre um pronunciamento de Jéssica, desta vez no comando da cidade.

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