Volume Apesar da alta nacional, Sindicato do Químicos do ABC afirma que a região registra redução na comercialização no primeiro semestre
FOTO: Celso Luiz/Banco de Dados

O mercado brasileiro de tintas imobiliárias cresceu 1,6% nas vendas do primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho deste ano, o volume comercializado foi de 670 milhões de litros. Os números são da Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas). A instituição explica que o desempenho é derivado por reformas domésticas e novos empreendimentos imobiliários.
Apesar desse crescimento no número geral do País, o Sindicato dos Químicos do ABC afirma que as fabricantes de tintas da região tiveram uma diminuição nas vendas do setor. Essa estimativa faz elo com os números da Abrafati no Sudeste, visto que a entidade confirma uma retração de 0,4% na comercialização desse território.
“Conversamos com os fabricantes do Grande ABC, tivemos uma diminuição nas vendas. É uma redução natural no primeiro semestre”, disse Márcio Barone, coordenador do sindicato em Santo André.
O Grande ABC possui importantes indústrias voltadas à fabricação de tintas e pigmentos, como é o caso da Tintas Coral e WEG, em Mauá, e das firmas Sherwin William e Suvinil (antiga Basf, vendida para Sherwin Williams), de São Bernardo.
Apesar dessa queda, a instituição sindical acredita que o setor deve recuperar o déficit de vendas no decorrer do ano. Ainda de acordo com Barone, o principal objetivo é garantir a manutenção dos empregos. “O sindicato espera com apreensão, mas as empresas da região estão segurando, não estão demitindo. Esperamos que a retomada aconteça para que não haja perda de empregos.”
O varejo continua sendo o principal motor do setor de tintas, representando 70% do volume comercializado por meio de lojas especializadas, home centers e comércios de materiais de construção.
Segundo Luiz Cornacchioni, presidente-executivo da Abrafati, o crescimento nacional de vendas é causado pelo momento atual do mercado de imóveis. “As vendas de janeiro a junho deste ano demonstram a continuidade da tendência de maior cuidado da população com a casa, que a pandemia de Covid-19 impulsionou, e o bom momento da construção imobiliária. Isso nos permite manter uma expectativa moderadamente otimista para o segundo semestre de 2025”.
Para o encerramento do ano, a Abrafati projeta uma alta de 2% a 3%.
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