Lutando pela vida Lucas da Silva Santos, 19 anos, chegou ao hospital já em estado grave, após atendimento inicial na UPA Alvarenga
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Lucas da Silva Santos, 19 anos, ficou pelo menos 20 minutos em parada cardiorrespiratória antes de ser transferido ao HU (Hospital de Urgência) de São Bernardo, onde permanece internado em estado grave. A informação foi confirmada pelo diretor técnico da unidade, Fábio Silveira, por meio de nota encaminhada pela Prefeitura.
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Segundo o médico, o jovem chegou ao hospital já em estado grave, após atendimento inicial na UPA Alvarenga. “Sabemos que ele passou pelo menos 20 minutos em parada cardiorrespiratória, pois já havia chegado assim na UPA. Quando retomou os batimentos, os sintomas apresentados, tais como excesso de salivação, baixa frequência cardíaca e de pressão arterial, assim como outros achados, eram indicativos de uma possível intoxicação exógena”, afirmou. Ainda de acordo com Silveira, o paciente está em coma, sem sedação, mas não apresenta resposta neurológica. “Neste momento, não é possível fazer prognósticos. Ele segue internado em um leito de UTI, recebendo toda assistência de que necessita. Nós precisamos aguardar”, concluiu. Lucas passou mal na noite de sexta-feira (11), no bairro Alvarenga, após jantar com a família e consumir bolinhos de mandioca supostamente envenenados. Os salgados foram enviados por uma tia paterna, Cláudia Pereira dos Santos Daliessi, 43 anos, e também foram ingeridos por sua mãe, Rosemeire da Silva Santos, 52, seu irmão Thiago da Silva Santos, 17, e o padrasto, Admilson Ferreira dos Santos, 52. Apenas Lucas apresentou sintomas. Admilson cumpre prisão temporária desde a tarde de quarta-feira (16). De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), as investigações relacionadas ao caso estão em fase final no 8º Distrito Policial de São Bernardo. O suspeito foi indiciado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado. De acordo com a Pasta, “durante a apuração, surgiram ainda indícios de que Admilson teria cometido crimes sexuais contra três vítimas: dois enteados e uma sobrinha. Todos são atualmente maiores de idade, mas relataram que os abusos ocorreram durante a infância e adolescência. Um segundo inquérito policial foi instaurado para apurar os relatos de estupro de vulnerável”, explicou. LEIA MAIS: Jovem é internado em São Bernardo após comer bolinho enviado pela tia
Nayara Pereira dos Santos, sobrinha do acusado, denunciou ser uma das vítimas dos abusos sexuais. Ela disse que chegou a morar com ele durante um período enquanto era criança e que toda a família sabia das violações, porém ninguém procurou a polícia ou qualquer outro órgão para denunciar. “A família inteira sabe que ele é assim. Ele começou a me violar quando tinha apenas 6 anos, passava a mão em mim enquanto tomava banho, mexia nas minhas partes íntimas. Teve que acontecer o pior para que ele seja finalmente preso. O Admilson abusou de todos os irmãos, mas ele sempre ameaçou, falava que ia matar, deixar de castigo e que ninguém iria acreditar na denúncia. Sem contar que ele é manipulador”, denunciou.
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