Atualização do caso Jovem de 19 anos segue internado em UTI, mas apresenta quadro estável; Admilson Ferreira dos Santos é o principal suspeito de envenenar enteado
FOTO: Denis Maciel/DGABC

A Polícia Civil de São Bernardo aguarda decisão judicial sobre a prisão temporária de Admilson Ferreira dos Santos, 52 anos, acusado de envenenar o enteado, Lucas da Silva Santos, 19. O pedido foi solicitado ontem à noite pela delegada responsável pelo caso, Liliane Doretto, após o padrasto se tornar o principal suspeito por tentativa de homicídio contra o enteado. Questionado, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) apenas informou que os pedidos tramitam sob segredo de justiça.
Lucas segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HU (Hospital de Urgência), mas apresenta quadro estável, segundo informações divulgadas na manhã desta quarta-feira (16) pela Prefeitura de São Bernardo. “Foi desligada totalmente a sedação para avaliar possível sequela neurológica. Os resultados oficiais dos exames toxicológicos estão em andamento”, destacou a nota.
O caso aconteceu na última sexta-feira (11), no bairro Alvarenga, quando Lucas passou mal meia hora depois de jantar com a família e comer bolinhos de mandioca que estariam supostamente envenenados. Os salgados foram enviados pela tia paterna, Cláudia Pereira dos Santos Daliessi, 43, e além do jovem, seu irmão mais novo, Thiago da Silva Santos, 17, a mãe, Rosemeire da Silva Santos, 52, e o padrasto, Admilson, comeram os bolinhos, mas apenas Lucas apresentou sintomas.
Reviravolta
Até o início da tarde de terça-feira (15), a principal suspeita de cometer o crime era a irmã de Admilson, que preparou e enviou os bolinhos de mandioca para a família. Porém, segundo inconsistências apresentadas pelo padrasto durante depoimento e também com novas provas recolhidas, o padrasto passou a ser o principal suspeito.
“Foram muitas diferenças e controvérsias por parte de Admilson. Ele alegou (inclusive no BO) que ele teria um relacionamento conturbado com a irmã. Além disso, ele disse que Cláudia teria oferecido os bolinhos, mas áudios comprovaram que, na verdade, foi ele quem pediu os salgados e também ele foi o responsável por manusear e dar os bolinhos pontualmente para cada membro da família, informação revelada pela mãe”, explicou a delegada Liliane Doretto.
No primeiro depoimento, realizado no último sábado (12), Cláudia confirmou que enviou cinco bolinhos de mandioca para a família do irmão e negou ter envenenado o alimento. No depoimento, a tia disse que também ingeriu salgados com seus familiares e animais de estimação e que ninguém teria passado mal.
Veneno
A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames realizados pelo IC (Instituto de Criminalística) para saber qual substância teria provocado a intoxicação em Lucas. Inicialmente, a equipe médica do HU de São Bernardo teria informado que o quadro poderia ser causado por “chumbinho”, segundo informações do BO (Boletim de Ocorrência).
Após conversa com o diretor do HU, realizada na manhã de terça-feira, a delegada acredita que o bolinho dado a Lucas possa ter sido envenenado com medicação controlada e não com chumbinho. Porém, a polícia aguarda os laudos técnicos.
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