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Marinho cobra MP sobre fim da Linha 18

O ex-prefeito de São Bernardo e atual ministro do Trabalho e Emprego defendeu a investigação do Ministério Público sobre o pagamento de R$ 344 milhões pelo governo do Estado ao Consórcio Vem ABC

Evaldo Novelini
Nilton Valentim
28/06/2025 | 08:16
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FOTO: Denis Maciel | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ex-prefeito de São Bernardo e atual ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT) defendeu nessa sexta-feira (28) a investigação do MP (Ministério Público) sobre o pagamento de R$ 344 milhões pelo governo do Estado ao Consórcio Vem ABC. O valor sairá dos cofres paulistas a título de indenização pela rescisão do contrato para a construção da Linha 18-Bronze do Metrô, que havia sido assinado com o pool.

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“Cada um de nós vai pagar uma parcelinha. Cadê o Mistério Público para acionar os responsáveis? Eu me pergunto muitas vezes: tem a ênfase o MP em relação a alguns projetos e em outros deixa, assim, passar batido. Isso aqui tinha de ser discutido. Tem responsabilidade aqui. Como é que a sociedade é condenada a pagar uma conta dessa por que algumas pessoas decidiram?”, questionou Marinho em entrevista ao Diário.

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O Estado rompeu o contrato com o consórcio em julho de 2019 pelo então governador João Doria (sem partido), sob o argumento de que o BRT, sistema de transporte por ônibus de alta velocidade, teria a mesma eficiência e custaria mais barato. Marinho declarou que o seu sucessor no Paço, Orlando Morando (sem partido), teve voz ativa na decisão de sepultar a Linha 18. “O prefeito de São Bernardo induziu esse processo”, garantiu o ministro.

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Em 2009, pouco tempo depois de assumir a Prefeitura para exercer o primeiro de seus dois mandatos, Luiz Marinho autorizou a liberação de R$ 1,3 milhão dos cofres são-bernardenses para a elaboração do projeto funcional do Metrô, passo inicial da Linha 18, cuja licitação foi aberta em 29 de janeiro de 2014, quando Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente, era governador.

Em maio de 2025, o Estado divulgou o entendimento com o Vem ABC. O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) argumentou que o acordo “evita condenações mais elevadas” e “elimina custos com judicializações”. O consórcio cobrava na Justiça</CW> indenização de R$ 2,4 bilhões pela quebra unilateral do contrato.




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