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Arebo cria campanha de conscientização sobre balões

Como estratégia para reduzir acidentes e incêndios decorrentes da prática, ação mostra como a tradição pode ser perigosa, além de ser crime previsto em lei

25/06/2025 | 17:52
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FOTO: Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Para conscientizar a população sobre os perigos da soltura de balões, a agência Arebo criou para o COFIP ABC (Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC) e o PAM Capuava (Plano de Auxílio Mútuo) uma campanha que alerta para o potencial de destruição da prática tradicional, que tem aumento entre os meses das festividades juninas e julinas no País.

Com o conceito "Balão: nem sempre cai na mão", a Arebo faz alusão à cantiga popular "Cai, cai balão", de Assis Valente, em uma releitura que chama a atenção para o fato de não haver controle sobre onde o artefato potencialmente inflamável irá cair.

A lei federal de Crimes Ambientais (nº 9.065), de 1998, considera essas ações criminosas, com pena prevista de detenção de 1 a 3 anos para quem fabrica, vende, transporta ou solta balões.

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A campanha, que foi ao ar inicialmente nas redes sociais do COFIP ABC na última sexta-feira (20), prevê ainda distribuição de folders e outdoors no Grande ABC, além de vídeo educativo.

Para Andressa Dantas, diretora de criação da campanha, a ação publicitária tem como principal estratégia educar a população para que os números de solturas e acidentes sejam cada vez menores. "Tínhamos um desafio de criar uma campanha de impacto e sabemos que a prática está enraizada com tradições e cultura. Trazer a cantiga popular como ponto de partida para o criativo é uma maneira de fazer com que o público se identifique de imediato com lembranças infantis, ao mesmo tempo que é apresentado de forma direta aos impactos negativos que os incêndios provocam".

O PAM monitora os céus das cidades próximas ao Polo Petroquímico do Grande ABC e intercepta os balões ainda no ar, evitando quedas e incêndios e esse trabalho, em conjunto com as campanhas de conscientização, vem reduzindo os números de abatimentos realizados pelos brigadistas. Desde janeiro deste ano, já foram 43 balões que deixaram de cair por meio do trabalho das equipes.

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