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Papa Francisco: autoridades do Grande ABC lamentam morte do pontífice

Diversos líderes se manifestaram ao longo do dia para prestar homenagens ao pontífice argentino, que liderou a Igreja Católica por 12 anos

21/04/2025 | 09:06
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FOTO: Redes sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A morte do Papa Francisco, nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, comoveu autoridades religiosas e políticas do país. Diversos líderes se manifestaram ao longo do dia para prestar homenagens ao pontífice argentino, que liderou a Igreja Católica por 12 anos e se destacou pelo compromisso com os pobres, a simplicidade e o diálogo inter-religioso.

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou um trecho bíblico para se despedir de Francisco. “Nos despedimos hoje com muita gratidão do Papa que deixa esse mundo com a missão cumprida e um legado de bondade. Papa Francisco nos ensinou que a fé caminha junto com simplicidade e a esperança. Descanse em paz”, declarou.

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Em Santo André, o prefeito Gilvan Junior (PSDB) disse que o papa foi “uma referência mundial de empatia, diálogo e coragem”. Segundo ele, “com palavras simples e gestos profundos, ele tocou corações ao redor do mundo — inclusive de quem não era religioso”.

O ex-prefeito da cidade Paulo Serra (PSDB) reforçou que Francisco foi um líder que transcendeu a religião. “Escolheu servir com o coração, não teve medo de dizer o que precisava ser dito e viveu o Evangelho com verdade.”

Também na região do Grande ABC, o prefeito de São Caetano, Tite Campanella (PL), destacou os ensinamentos de amor e respeito deixados pelo pontífice. “Que sejamos mais amorosos, empáticos e solidários, para que nossa sociedade viva tempos de paz.”

Deputado federal Alex Manente (Cidadania) chamou Francisco de “exemplo de humildade”, que “pregou o amor cristão e o respeito às diferenças em tempos difíceis”.

O secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, ex-prefeito de São Bernardo, também lamentou a perda: “Um homem de fé, simplicidade e coragem, que marcou a história da Igreja com gestos de humildade e uma mensagem de amor, inclusão e diálogo”.

A presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu, publicou uma homenagem em tom poético, afirmando que “Francisco foi o papa que trocou o incenso dos altares pelo cheiro das ruas”. Para ela, o pontífice “ousou ser diferente” e deixa um legado de “humildade, diálogo e coragem”.

Prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL) disse que Francisco foi “um santo homem que foi exemplo de amor, de doação por aqueles que mais precisam” e ressaltou sua luta pela paz. Já a deputada estadual Ana Carolina Serra (Cidadania) lembrou da esperança que o papa transmitia: “Ele falava simples, mas tocava fundo. Defendia os vulneráveis, chamava todos ao cuidado, ao respeito, ao amor”.

O deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil), ex-prefeito de Mauá, afirmou que Francisco “rompeu tradições” e “entregou a vida ao Evangelho e à defesa dos mais pobres e marginalizados”.

A deputada estadual Carla Morando (PSDB) destacou o compromisso do papa com os mais vulneráveis. “Seu legado de fé, diálogo e solidariedade continuará inspirando gerações no mundo inteiro.”

Ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT) também se pronunciou. “Francisco foi um farol de esperança em tempos difíceis, sempre lembrando que ‘ninguém se salva sozinho’.”

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Papa morreu um dia após o Domingo de Páscoa

O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio em 17 de dezembro de 1936, morreu no Vaticano em decorrência de complicações de uma doença pulmonar crônica. A morte foi confirmada nesta segunda-feira (21), um dia após ele ter feito uma breve aparição para abençoar os fiéis na Praça São Pedro, durante o Domingo de Páscoa. A presença provocou aplausos e comoção.

O pontífice não celebrou a missa de Páscoa, delegando a tarefa ao cardeal Angelo Comastri. Desde o retorno de uma hospitalização de 38 dias, Francisco havia limitado suas aparições públicas, não participando das celebrações da Sexta-Feira Santa e do Sábado Santo.

Igreja entra em período de Sé Vacante

Com a morte de Francisco, a Igreja Católica entra oficialmente em Sé Vacante, período em que o trono papal está vago. A administração temporária do Vaticano fica sob responsabilidade do camerlengo, atualmente o cardeal Kevin Joseph Farrell. Ele será o responsável por conduzir o processo de transição e organizar o conclave que elegerá o novo papa.

Francisco foi o primeiro pontífice nascido nas Américas e o primeiro jesuíta a chegar ao cargo mais alto da Igreja. Marcado por um estilo humilde e por uma visão de Igreja voltada à inclusão e à justiça social, ele desafiou estruturas internas do Vaticano e enfrentou tensões com alas mais conservadoras, ao mesmo tempo em que buscava aproximar a Igreja daqueles historicamente excluídos.

Seu legado será lembrado por sua firmeza em favor da paz, da ecologia, da fraternidade e da misericórdia — princípios que o acompanharam até os últimos dias.




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