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Polícia tem nova tecnologia que possibilita localização precisa de vítimas durante chamadas de emergência

Software instalado no Centro de Operações da PM utiliza GPS, Wi-Fi e sensores para descobrir local da ligação

18/03/2025 | 10:38
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Divulgação/Governo de SP
Divulgação/Governo de SP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A Polícia Militar de São Paulo passou a contar com um novo sistema de tecnologia acionado durante as chamas de emergência para agilizar o atendimento de ocorrências. O AML (Advanced Mobile Location) está instalado no Copom (Centro de Operações da PM) da Capital. Com o software, que funciona a partir do cruzamento de várias informações, é possível determinar com exatidão de qual local a vítima acionou o socorro.

O Copom atendeu mais 30 mil ligações de emergência por dia em 2024 na Capital e Região Metropolitana de São Paulo. Há casos onde a vítima não consegue informar o endereço para acionar uma viatura. Com a nova tecnologia, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o operador conseguirá determinar o local exato da ocorrência, potencializando a pronta resposta das equipes nas ruas.

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O serviço é viabilizado a partir de celulares rastreáveis, usado pela maioria da população. Os dados são coletados pelo software em tempo real por meio de redes Wi-Fi, GPS, torres de celular e sensores do dispositivo do usuário.

É necessário apenas alguns segundos de ligação para que as equipes consigam acessar a localização exata da vítima. A depender do caso, os atendentes mandam imediatamente policiais ou bombeiros que estão mais próximos da região para atender a ocorrência.

Os dados sobre o lugar onde a vítima está, mesmo que o sinal esteja ruim, são fornecidos apenas em situações de emergência, durante a ligação ao 190 ou 193, respeitando a privacidade dos usuários, conforme prevê a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Das antenas sem precisão de localização ao AML

A partir de 2016, os policiais que atuam no Copom, o maior da América Latina, começaram a usar antenas de celular para a localizar de onde vinham as ligações de emergência.

Apesar de ter colaborado para a eficiência dos trabalhos durante esses anos, não informava exatamente a localização das vítimas, apenas a região onde elas poderiam estar. Além disso, geralmente em áreas rurais, onde o sinal é ruim, apresentava falhas.

Com o AML, os policiais conseguem saber, com exatidão, o endereço de onde aquela ligação partiu. O sistema também é usado em países como Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, França, entre outros.

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