Setecidades Titulo Readequação

Pronto Cardio de São Caetano pode ficar 150 dias sem operar; entenda

A administração municipal ressaltou que uma adequação necessária exige a contratação de uma empresa especializada para realizar os ajustes

22/02/2025 | 09:38
Compartilhar notícia
FOTO: Reprodução
FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Pronto Cardio – Unidade Hospitalar Cardiovascular Dr. Adib Jatene, que está localizado no Complexo Hospitalar de Clínicas, no bairro Olímpico, em São Caetano, ainda não entrou em funcionamento. Inaugurado em 14 de dezembro de 2024, a Prefeitura informou que uma adequação necessária deve ser feita e pode ficar até 150 dias sem operar.

O motivo é a "necessidade de readequação da cabine primária de energia do Complexo Hospitalar de Clínicas", conforme foi informado pela administração municipal.

LEIA MAIS: Auricchio ‘entrega’ série de projetos inconclusos

A administração municipal ressaltou que a adequação exige a contratação de uma empresa especializada para realizar os ajustes necessários e, em seguida, a derivação para a cabine secundária exclusiva da unidade, já concluída.  

Para solucionar o problema "o mais rápido possível", a Prefeitura afirmou que trabalha em conjunto com a Enel. Segundo a concessionária de energia, o prazo previsto para a conclusão das adequações é de 150 dias.

LEIA MAIS: Inviabilidade do Pronto Cardio é apontada em diagnóstico técnico


A Prefeitura reiterou o compromisso de colocar a unidade em operação, visando atender a população e manter a qualidade dos serviços públicos de Saúde.

Diagnóstico técnico

Diagnóstico realizado pelo atual governo de São Caetano nos processos de licitação e construção do Pronto Cardio, apresentado pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD) como o primeiro pronto-socorro cardiológico municipal do Grande ABC, aponta série de problemas e conclui pela “inviabilidade do serviço”. A administração gastou R$ 12 milhões no equipamento, que está fechado.


O Diário teve acesso, com exclusividade, às 22 páginas iniciais do diagnóstico – que, ao todo, passa das 100. Além de série de irregularidades na execução do projeto, o documento assevera que a relação entre custo e benefício não recomenda a abertura do hospital. São Caetano oneraria os cofres públicos em R$ 42 milhões anuais em atendimentos de alta complexidade para as áreas cardiológica e neurológica sem que haja demanda reprimida na cidade.

LEIA MAIS: Líder de governo confirma mudança de funcionalidade do Pronto Cardio


Segundo o documento, os hospitais Mário Covas, Pirajussara, Incor (Instituto do Coração), Dante Pazzanese e Santa Marcelina, com os quais o município tem convênio, “absorvem toda a demanda municipal, sendo resolutivo nas ações”. Média histórica aferida com dados dos últimos cinco anos mostra que São Caetano precisa de 30 procedimentos cardiológicos por mês.


A falta de necessidade do equipamento é apenas parte do diagnóstico. A análise dos técnicos aponta omissão da então secretária de Saúde, Regina Maura Zetone (PSD), atual vice-prefeita, e chama de “inauguração intempestiva” a cerimônia de entrega do hospital realizada por Auricchio em 14 de dezembro, menos de um mês antes de deixar o governo. “(O Pronto Cardio) nunca realizou qualquer exame a que se propôs”, atesta.


Assinado pela atual secretária de Saúde, Marisa Catalão de Carvalho Campozana, e pelo diretor de Saúde, Ricardo Carajeleascow, o diagnóstico cita falta de transparência no uso de dinheiro público, desrespeito à decisão judicial e falha na execução da obra. O prédio foi entregue inconcluso pela Construtora Ubiratan.

DGABC




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;