Operação Antígeno Operação do Gaeco, nesta sexta-feira, levou Dudu do Ferro à prisão; cinco armas e grande quantidade de munição foram apreendidas
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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), por meio da Operação Antígeno, prendeu na manhã dessa sexta-feira (21) Carlos Eduardo Novais Santos. Conhecido como Dudu do Ferra, o administrador acusado de fraudar certificados de vacinação contra a Covid-19, tem relações estreitas com o ex-prefeito de São Bernardo Orlando Morando (sem partido), atual secretário de Segurança Urbana da Capital, e participou ativamente da campanha de Flávia Morando (União Brasil) à Prefeitura, quando, além de endossar apoio à sobrinha do ex-chefe do Executivo são-bernardense, candidatou-se a vereador pelo PRD, mas não se elegeu.
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O grupo especial do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) deflagrou a ação com o objetivo de desarticular grupo criminoso responsável por fraudar o sistema VaciVida. Os membros da organização inseriam dados falsos de imunização contra a Covid-19 e outras doenças e emitiam certificados ilegítimos de vacinação. Dudu, segundo as investigações, utilizava do cargo de coordenador em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) de São Bernardo para ter acesso ao sistema e praticar a fraude. Outros detalhes da operação, local da prisão e do esquema fraudulento, de acordo com o MP-SP, não podem ser divulgados. Os procedimentos tramitam em sigilo. Entretanto, fontes ouvidas pelo Diário em condição de anonimato e com acesso a informações da operação afirmaram que o esquema também envolvia a comercialização de vacinas contra a Covid. A Operação Antígeno resultou ainda no cumprimento de outros oito mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, residências e escritórios na Capital e em São Bernardo. LEIA MAIS: Descontrole financeiro de Morando atrapalha gestão Marcelo Lima Na busca por elementos comprobatórios de venda ilegal de imunizantes e de documentos com indícios ou provas do esquema fraudulento, o promotor Maurício Liagostera Marchesi Rodrigues solicitou apoio do 6º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) para fazer buscas em imóvel na Alameda Dom Pedro de Alcântara, Bairro Nova Petrópolis. Segundo as investigações, no local reside Íris Andrade de Lima, suspeita de se beneficiar com os desvios de vacinas. Durante o pente-fino realizado no imóvel, os policiais localizaram seis armas de fogo, entre revólveres e carabinas, carregadores, coldres, laser e 243 munições de calibres variados. Os militares localizaram também R$ 4.740 em espécie. O armamento e o dinheiro foram apreendidos e o marido de Íris, Robson Cerqueira Novaes, preso por posse ilegal de arma de fogo. A ocorrência foi registrada ontem no 6º Distrito Policial de São Bernardo. As investigações prosseguem. Dudu foi contratado via FUABC (Fundação do ABC), que gerencia o sistema de saúde municipal em São Bernardo, em outubro de 2017. A Prefeitura disse que ele foi desligado das funções “anteriormente aos fatos investigados”. Antes da demissão, o detido preventivamente estava lotado no HU (Hospital de Urgência). Julinho Fuzari (Cidadania), líder do governo Marcelo Lima (Podemos), explicou que os “novos secretários querem quadros técnicos e não políticos”, ao justificar a demissão de Dudu. O vereador garantiu que atual gestão não tinha ciência sobre as investigações. LEIA MAIS: Sete em cada dez moradores aprovam governo Morando em São Bernardo
Procurado pelo Diário na tarde dessa sexta-feira (21), Morando disse que “não compactua com ato irregular e de fraude” e “defende o trabalho de investigação”. O ex-prefeito e atual secretário de Segurança Urbana de São Paulo negou ter envolvimento com a contratação de Dudu. “Obedeceu aos critérios de seleção da Fundação do ABC”. “Ele (Dudu) foi candidato a vereador pelo PRD, partido diferente da candidata Flávia Morando e do próprio Orlando Morando”, destacou a assessoria do ex-prefeito em nota encaminhada ao jornal. A FUABC também foi procurada, mas não se manifestou.OUTRO LADO
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