Em evento para apresentar diretrizes da Educação e investimentos do ano letivo, prefeito Tite afirma que vai valorizar trabalho de profissionais
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Em reunião com cerca de 200 gestores das escolas da rede municipal, realizada ontem, o prefeito de São Caetano, Tite Campanella (PL), afirmou que pretende investir na categoria dos professores e reverter o quadro atual de desvalorização dos profissionais, que, segundo admitiu, recebem no município a menor remuneração entre as sete cidades da região.
“Somos a cidade que pior paga a hora aula do professor na região do Grande ABC e nós vamos fazer a reposição desse valor. Perdemos com isso muitos professores bons, que pedem demissão para (aceitar) oportunidades melhores. Não podemos perdê-los, queremos dar premiações, pagar 14º e 15º salários de acordo com o bônus que vamos implementar”, disse o prefeito, no evento realizado no Cecape (Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação), no bairro Barcelona.
Em um processo seletivo para contratação de professores para a rede pública de São Caetano aberto em junho de 2023, o município chegou a oferecer R$ 16,50 por hora/aula – valor 25% abaixo do piso estabelecido pelo governo federal, de R$ 22,10. Em Santo André, por exemplo, os professores recebem R$ 26,21 por hora/aula, segundo a Prefeitura, enquanto em Diadema o valor atual da hora/aula é R$ 28,01. Em Ribeirão Pires, os educadores ganham R$ 22,50.
O prefeito de São Caetano também aposta na capacitação. “Para isso, o Cecape volta a ter função primordial na formação. Os educadores são patrimônio da cidade. Vamos trabalhar muito para que São Caetano seja o farol da construção de uma educação de excelência, liderando o processo de recuperação da escola pública no País”, acrescentou.
Tite destacou ainda que dos cinco projetos de lei voltados à área que foram aprovados na terça-feira (21), na Câmara dos Vereadores, com o objetivo de iniciar o planejamento educacional, quatro deles foram aprovados de forma unânime e um recebeu apenas um voto contrário.
Os projetos são relacionados ao abono aos profissionais de educação, organização do núcleo de gestão educacional, mudanças de regras para concessão de bolsas de estudo em graduação superior no IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), alterações na composição da jornada de trabalho dos profissionais do magistério e o Programa Aprender Mais, com atividades extracurriculares.
UNIFORMES E MATERIAIS
O prefeito também anunciou ontem que foram liberados R$ 10 milhões, na forma de auxílio, para a compra dos materiais escolares e uniformes para os mais de 21 mil alunos da rede municipal, que voltam às aulas no dia 10 de fevereiro. Os valores, que variam de R$ 70 a R$ 215 para material escolar e de R$ 287 a R$ 310 para uniforme, estarão disponíveis a partir sábado (25) aos responsáveis pelos estudantes, por meio de um aplicativo de celular.
Outro tema discutido foi a proibição do uso do celular no ambiente escolar. O secretário de Educação, Fabiano Augusto João, compartilhou algumas de suas ideias, que ainda serão apresentadas de forma mais concreta em reunião com os gestores das escolas municipais. “Os alunos acabam utilizando os celulares como entretenimento, então pretendemos resgatar brincadeiras, jogos e experimentações múltiplas. Precisamos ter uma educação mais humana. Vamos ter um olhar muito mais humano para os profissionais, alunos e famílias. Precisamos entender quem são essas pessoas, ter mais essa proximidade com a família”, destacou.
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