Estimativa é que, com o serviço de motoeletricistas, atendimentos fiquem 31,8% mais rápidos
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A Enel coloca nas ruas suas primeiras equipes de motoeletricistas, serviço com motocicletas que pretende agilizar o atendimento de emergências. Segundo previsão da companhia, a ideia é que a modalidade chegue ao Grande ABC em julho e agosto.
A iniciativa surge como resposta aos desafios enfrentados pelos caminhões da distribuidora em situações de trânsito intenso, principalmente durante eventos climáticos extremos, como as frequentes tempestades. “Em dias de fortes chuvas, com queda de galhos, árvores, semáforos desligados, o trânsito intenso dificulta nosso deslocamento. As motos são uma excelente alternativa para atender o cliente com rapidez”, explica Eduardo Lopes Martins, supervisor da Enel que coordena o programa. “Os motoeletricistas conseguem iniciar o atendimento antes da chegada do caminhão e, muitas vezes, solucionar a ocorrência sem a necessidade deles”, completa.
Na Capital, desde o início da implementação, os resultados têm sido expressivos. As motocicletas chegam aos locais de atendimento em média 31,8% mais rápido do que os caminhões, reduzindo o tempo de deslocamento de 38 minutos para 26 minutos. Os motoeletricistas já realizaram cerca de 300 atendimentos desde dezembro, com uma média de 6 atendimentos diários, superando os quatro atendimentos realizados por caminhões. Atualmente, 12 profissionais atuam a partir da base Fagundes Filho, localizada no Centro Expandido de São Paulo, e mais oito motoeletricistas estão em treinamento. A previsão é ampliar a equipe para 100 profissionais até o final de 2025.
ESTRUTURA
Os motoeletricistas recebem treinamento intensivo em pilotagem e direção defensiva, além de utilizarem equipamentos de segurança como coletes com airbags, capacetes e uniformes especiais. As motos são equipadas com ferramentas como vara telescópica e cabeçotes de poda, permitindo a realização de 75% dos serviços que antes dependiam dos caminhões, como corte de árvores próximas à rede elétrica, substituição de equipamentos e manobras para restabelecimento de energia. A agilidade dos motoeletricistas não apenas acelera o restabelecimento de energia, mas também garante a segurança em situações críticas, como casos de quedas de árvores e galhos em contato com a rede elétrica. O executivo destaca que, com as motos, é possível resolver problemas rapidamente, protegendo vidas e garantindo a continuidade do serviço.
Inicialmente, 12 motos, com profissionais trabalhando em duplas, operam a partir da Base Fagundes Filho, no Centro Expandido de São Paulo, região com grande concentração de hospitais, faculdades e moradores. A previsão para 2025 é expandir o projeto para 100 motos em toda a área de concessão da Enel Distribuição São Paulo, que engloba 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital.
A TECNOLOGIA
Segundo a Enel, as motos levam em seus baús equipamentos como vara telescópica e cabeçotes de poda. "A vara telescópica permite o alcance em locais altos do poste antes da chegada do caminhão com escada ou guindaste. Os cabeçotes de poda são utilizados para pequenas podas emergenciais, removendo galhos em contato com a rede elétrica e eliminando curtos-circuitos. Os motoeletricistas também realizam a troca de fusíveis e cartuchos, agilizando ainda mais o restabelecimento da energia", explica Martins.
“Com as motos, além da agilidade, chegamos onde o caminhão não alcança. Isso não ajuda só ajuda no restabelecimento do serviço, mas também pode salvar vidas em casos críticos como pessoas presas em carros por conta de quedas de árvores em meio ao trânsito caótico. Sem um eletricista para desligar a rede rapidamente, todos correm perigo. Com as motos, conseguimos resolver o problema e garantir a segurança de todos”, conclui o executivo.
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