Presidente da Câmara de Mauá defende participação de vereadores no Consórcio
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Junior Getúlio (PT), presidente da Câmara de Mauá, defende um novo modelo de gestão e a regionalização da Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), sistema do governo do Estado que busca vagas disponíveis em hospitais, clínicas e laboratórios da rede paulista para atender demandas dos municípios. “Falta organização”, opinou.
“A Cross deveria ser regionalizada, com recorte para as sete cidades. No modelo atual, quando um paciente é transferido do (Hospital Municipal Dr. Radamés) Nardini para uma unidade do Estado, por exemplo, uma ambulância chega a ficar mais de seis horas fora da cidade, prejudicando os atendimentos”, disse. “Precisa de melhor organização para reduzir o tempo”, frisou o presidente da Câmara, ao lembrar que, muitas vezes, conseguir leito na rede estadual é demasiadamente demorado.
A discussão, segundo Junior Getúlio, pode ser debatida no âmbito do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Para isso, o presidente da Câmara de Mauá endossa apoio à proposta do colega e chefe do Legislativo de São Bernardo, Danilo Lima (Podemos), para quem as Câmaras devem ter voz ativa nos debates e na execução de projetos dentro da entidade colegiada de prefeitos.
“Juntos, podemos levantar essa questão da Cross e outras, como a da mobilidade, que envolve o transporte público e os grandes corredores viários que cortam as cidades ligando umas as outras, e da hidrografia para combate às enchentes. Com a participação dos vereadores, fica mais fácil o diálogo e mudanças ou criação de leis”, exemplificou Junior Getúlio.
GESTÃO
O presidente da Câmara de Mauá destacou, em entrevista concedida ontem ao Diário no gabinete da presidência, que busca a economicidade e, para isso, garantiu “analisar contratos, mapear tudo o que pode gerar gastos” e, a partir do compliance, aplicar medidas de austeridade.
Junior Getúlio assumiu a presidência em maio de 2024 no lugar de Geovane Corrêa, na época filiado ao PT. O antecessor renunciou em 7 de maio, após ser alvo de investigação por crime de pedofilia. A acusação, porém, foi arquivada por falta de provas.
No ano passado, Junior Getúlio conseguiu devolver à Prefeitura R$ 2,5 milhões, equivalentes a 5,3% da previsão de R$ 46,7 milhões do orçamento disponibilizado para a Câmara. Foram feitas duas transferências aos cofres municipais, uma de R$ 1,5 milhão no decorrer do ano e outra de R$ 1 milhão, em dezembro.
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