Santo André tem como objetivo em 2025 repetir sucesso de 2003
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Jogar uma Copa do Mundo, ou conseguir ajudar a própria família por meio do futebol. Esses são alguns dos sonhos do elenco sub-20 do Santo André. E a partir do dia 2 de janeiro, eles terão na Copinha, a maior competição de base do Brasil, uma boa oportunidade para mostrar sua capacidade, em um grupo com Porto Velho-RO, Rio Branco-AC e o maior campeão do torneio, com 11 taças, o Corinthians.
Uma vantagem para o Ramalhinho é poder jogar em casa, já que Santo André é uma das cidades-sedes da competição. Para o treinador Alexandre Seichi, andreense que revelou crescer nas arquibancadas do Brunão, a competição é uma oportunidade de transformar em resultados a responsabilidade por atuar em casa.
"Temos uma grande responsabilidade de fazer um bom campeonato e chegar o mais longe possível. Até agora, os amistosos têm nos dado confiança para fazer uma boa primeira fase”, afirma o técnico, que vê o fator casa como um diferencial para a equipe. “Mais do que conhecer o campo, o gramado sintético pode nos trazer uma vantagem inicial, principalmente contra adversários que não estão acostumados com esse tipo de terreno”, explica o comandante.
Apesar do desafio de enfrentar o maior campeão do torneio, o técnico enfatizou que a partida contra o Corinthians não é o foco principal neste momento. “Eu tenho dito aos meus atletas que o jogo contra o Corinthians é o que menos importa. Se fizermos bem o nosso papel nas primeiras rodadas, chegaremos a esse confronto de forma leve, sem tanta pressão, com a vaga quase garantida”. O Ramalhinho estreia contra o Rio Branco no dia 4 de janeiro, às 19h15, e, três dias depois, encara o Porto Velho. O jogo contra o Alvinegro, que fecha a primeira fase, será no dia 10.
A equipe andreense aposta em um elenco que mistura juventude, com atletas que chegam aos 15 anos, como o zagueiro Moisés Eduardo, e experiência, com atletas como Luiz ‘Pato’ e Jhonatas ‘Jhow’, que já participaram de atividades e até partidas com o elenco profissional em 2024.
Essa integração, segundo Seichi, é fundamental para um torneio tão importante. “A experiência desses atletas agrega demais, especialmente na mentalidade. Quando você chega ao profissional, traz ideias que ajudam os mais novos a se espelharem, e isso faz muita diferença em um elenco de Copinha”, diz. A interação entre base e profissional é outro trunfo do clube, com o técnico do time principal, Gilson Kleina, acompanhando de perto a preparação da base. “Ele tem participado de conversas sobre os atletas, assistido aos amistosos e avaliado os talentos que podem ser aproveitados no time principal.”
Além do trabalho técnico, a preparação mental tem sido prioridade. A psicóloga Aline de Omena, que acompanha o elenco, destacou a importância de alinhar emoções e comportamentos para garantir o desempenho em campo. “Equilibrar pensamentos e sentimentos é essencial para favorecer o desenvolvimento e a performance dos atletas, especialmente na preparação de um torneio tão competitivo como a Copinha”, afirma.
Em campo, os jogadores reconhecem o peso da competição e a oportunidade que representa para suas carreiras. O meia Gustavo Paulo, artilheiro do sub-20 este ano, destaca o impacto por atuar em casa. “Conhecemos o campo, sabemos os atalhos, e ter a torcida em peso é uma motivação extra”, disse. Sobre os desafios do torneio, o jovem reforçou a importância de encarar cada jogo com responsabilidade. "Estamos confiantes e prontos para representar o Santo André da melhor forma. Queremos fazer história aqui na Copinha”, diz
Para entrar na história do Santo André, os garotos terão de repetir 2003, quando o elenco chegou à grande decisão e bateu o Palmeiras nos pênaltis, no Pacaembu.
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