Segundo o prefeito eleito Taka Yamauchi, Instituto da Previdência do Servidor Municipal de Diadema pode perder ‘capacidade executiva’ até março
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O futuro secretário de Finanças de Diadema, José Luiz Gavinelli, afirmou ontem, durante anúncio de mais oito nomes do primeiro escalão do governo do prefeito eleito Taka Yamauchi (MDB), que a Prefeitura deve R$ 1,3 bilhão ao Ipred (Instituto de Previdência do Servidor Municipal). Segundo Taka, caso nenhuma providência seja tomada para sanar esse débito, até março o instituto perderá sua “capacidade executiva”.
“Identificamos uma crise terrível. Acabei de receber a informação de que, só com relação à Previdência, existe um débito vencido de R$ 1,3 bilhão – isso por descaso de administrações anteriores, que simplesmente esqueceram de pagar o Ipred e estão repassando esse problema para gestões futuras”, disse.
Segundo Gavinelli, as informações repassadas pelo governo José de Filippi Júnior (PT) à equipe de transição são as que constam no Portal da Transparência, acessível a qualquer cidadão. “Pedimos informações complementares, para levantar o real diagnóstico. Essa dívida (total da Prefeitura) pode superar R$ 3 bilhões, porque existem diversas situações. Em São Bernardo, quando você pegava a dívida consolidada era uma coisa. Porém, o débito não contabilizado não aparecia. Podemos ter contratos sem reajuste, pagamentos de fornecedores atrasados – o que, com certeza, está acontecendo. Já identificamos quebra de ordem cronológica. São informações que ficaram de nos passar em 31 de dezembro”, afirmou Gavinelli.
Taka Yamauchi destacou que assusta o valor da dívida com o Ipred, que necessita de providência enérgica. Segundo o prefeito eleito, pelos cálculos do próprio Instituto de Previdência, até março a autarquia pode perder a “capacidade executiva” devido ao débito da Prefeitura. “Além disso, temos esse sombreamento de informações, pois não conseguimos identificar com clareza qual é a dívida real do município, mas nos assusta quando vemos fornecedores colocando posição, inclusive, de parar os serviços por falta de pagamento”, pontuou o emedebista.
CORTES
Taka destacou, ainda, que será implementada medida drástica de cortes nos gastos, para que as contas da Prefeitura sejam equilibradas. “Nos próximos dias vamos anunciar um pacote de ações, desde corte de carros oficiais, entre outros, para que possamos minimizar o dano ao erário, a fim de termos uma saúde fiscal adequada”, pontuou o emedebista.
Ao Diário, Gavinelli afirmou que o parcelamento da dívida da Prefeitura com o Ipred, aprovado na Câmara, apenas postergou para o próximo governo os pagamentos que não foram honrados pela atual administração.
“Não existe qualquer proposta nesse sentido no projeto. Foi também amplamente divulgado, inclusive na mídia, que o parcelamento de dívidas já parceladas, prática proibida pelo Ministério da Previdência, pode resultar na não obtenção da Certidão de Regularidade Previdenciária”, afirmou.
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