Agente destaca momentos de tensão em meio às aguas e a corpos
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Lais Teixeira, bombeira e integrante da Defesa Civil em Rio Grande da Serra, foi prestigiada por, de forma voluntária, resgatar vítimas da inundação que assolou o Rio Grande do Sul de abril a junho deste ano. A moção pela expedição especial ocorreu na Câmara de Vereadores, junto com amigos e familiares, no mês passado.
A profissional contou ao Diário ter presenciado pela primeira vez uma tragédia de tamanha magnitude, ao integrar um grupo da Força Tarefa Brasileira por cinco dias na cidade de Eldorado do Sul. “Era impossível saber o que era rua ou rio, mesmo com a água chegando no pescoço. Com as pessoas sem energia ou qualquer comunicação com o mundo, enfrentamos uma situação em que muitos não tinham nem noção da real gravidade em que estavam”, lembra.
Entre a decisão de embarcar na missão e sair no bote com outros três agentes, Laís teve apenas uma semana de preparação. “Chegando de avião, já era possível ver a dimensão do estrago. Levei remos, saco para dormir e o suficiente para comer. Celular só dava para carregar na prefeitura e dormimos de favor”.
Apesar de todos os esforços, ela menciona como mais difícil a coragem de, ao tirar das águas humanos e animais, não se tornar outra vítima. “Vi corpos flutuando, gente querendo ficar no lar inundado. Enquanto não conseguíamos discernir o que era boca de lobo ou ferro, a gente ajudou um senhor com cinco ovelhas em casa, já sem comida. Não tem preço. Se voltasse atrás, faria tudo de novo”, diz.
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