Das 150 cadeiras em disputa, 54 serão ocupadas por novos parlamentares e 96, por reeleitos no domingo; Rio Grande trocou oito dos 13 legisladores
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O Grande ABC registrou 36% de renovação nas Câmaras das sete cidades. Das 150 cadeiras em disputa para a legislatura 2025-2028, 54 delas foram ocupadas por nomes que não disputaram a reeleição. O desempenho de prefeituráveis pode ter influenciado o voto e a composição nas Casas de Leis.
Em Rio Grande da Serra, por exemplo, cidade na qual a prefeita Penha Fumagalli (PSD) não foi reeleita e perdeu a eleição para o oposicionista Akira Auriani (PSB), registra-se a maior renovação. Do total de 13 cadeiras no Legislativo, oito (61,53%) serão ocupadas por novos parlamentares a partir de 1º de janeiro.
Na outra ponta figura São Caetano. No menor município em área territorial do Grande ABC, apenas cinco nomes não foram reeleitos, com taxa de renovação de 23,80%. Dois assumirão vagas recém-abertas – a cidade elevou o número de cadeiras de 19 para 21 – e outros três substituirão Tite Campanella (PL), eleito prefeito; Ubiratan Figueiredo (União Brasil) e Thai Spinello (PSD).
Com a reeleição do prefeito Guto Volpi (PL) em Ribeirão Pires, o Legislativo terá pouca substituições. Das 17 cadeiras, apenas três (17,6%) serão ocupadas por novos nomes.
Com o cenário eleitoral indefinido, Diadema – que terá segundo turno em 27 de outubro, entre Taka Yamauchi (MDB) e o prefeito José de Filippi Júnior (PT) – registrou renovação de 28,57%. Das 21 cadeiras em disputa na Câmara, seis serão ocupadas por novos parlamentares.
O desempenho ruim do prefeito Orlando Morando (PSDB), que não conseguiu emplacar a sobrinha Flávia Morando (União Brasil) no 2º turno e vinha sofrendo desgaste provocado pela série de pedidos de impeachment contra o tucano, trará um desfecho diferente para a legislatura 2025-2028. No maior município em área territorial, a renovação chega a 35,71%. Das 28 cadeiras, dez serão ocupadas por novos vereadores.
Santo André é a cidade com o segundo percentual mais alto de renovação (40,47%). Porém, assim como em São Caetano, houve aumento no número de cadeiras, de 21 para 27. Com isso, quatro novos parlamentares ocupam essas vagas abertas e outros dois substituem colegas. Entre os que não retornam para a Câmara figuram Edison Sardano (Novo), prefeiturável derrotado pelo governista Gilvan Junior (PSDB), eleito prefeito.
IMBRÓGLIO
Por fim, a maior substituição está em Mauá, com taxa de renovação de 47,82%. A cidade conta com 23 cadeiras no Parlamento, das quais 11 serão ocupadas por novos vereadores na próxima legislatura.
A mudança de quadros no Legislativo mauaense pode estar diretamente ligada à instabilidade política-eleitoral no município.
Com a disputa polarizada entre Marcelo Oliveira (PT), candidato à reeleição, e Atila Jacomussi (União Brasil), deputado estadual, os eleitores pesaram na hora de escolher seus representantes na disputa proporcional. Isso porque o ex-prefeito – preso duas vezes ao longo dos quartos anos de mandato entre 2017 e 2020 – segue no jogo, com nome na urna e podendo receber votos. Porém, no segundo turno, pode vencer e não levar, isso porque segue com a candidatura impugnada, aguardando recurso.
Isso mexeu na composição da Câmara. Dos 23 vereadores, 11 serão substituídos, ou seja, 47,82%. Dos novos parlamentares, um ocupará o lugar de Sargento Simões (PL), que não disputou a reeleição para brigar pelo Paço. O vereador e policial militar reformado terminou no terceiro lugar.
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