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Só 36% das 150 cadeiras existentes nas Câmaras do Grande ABC vão ter novos ocupantes a partir de 1º de janeiro de 2025, conforme mostra reportagem publicada nesta edição do Diário. A baixa renovação reflete um cenário em que a maioria dos atuais legisladores permanecerá no poder. Esse índice pode ser interpretado de duas formas: ou o eleitorado está relativamente satisfeito com a atuação dos parlamentares, ou os novos (pode tirar?) candidatos que se apresentaram não conseguiram apresentar (desenvolver) propostas que representassem uma alternativa. Em ambos os casos, há desafio para a atualização da política, o que pode trazer consequên-cias para o dinamismo e a capacidade de inovação do Poder Legislativo.
São inúmeras as desvantagens que decorrem da manutenção das estruturas no Parlamento. Quando o número de novos (pode tirar?) eleitos é baixo, o debate político tende a se estagnar. Vereadores que estão há anos no poder podem não ter o mesmo ímpeto de buscar soluções inovadoras, mantendo-se em zona de conforto que não favorece a experimentação de novas abordagens. Além disso, a falta de renovação impede que novos quadros, com diferentes experiências e perspectivas, participem da formulação de políticas públicas, o que pode limitar o alcance e a diversidade das propostas apresentadas nas Câmaras. Em última instância, quem acaba sofrendo as sequelas, infelizmente, é a própria população.
A democracia se fortalece com a alternância de poder, e o Legislativo municipal desempenha papel fundamental na fiscalização do Executivo e na criação de leis que afetam diretamente a comunidade. Baixo índice de substituição de nomes, como a que emergiu das urnas no pleito de domingo, pode indicar distanciamento entre os representantes e os reais anseios da sociedade, perpetuando práticas que muitas vezes não refletem a atualidade dos problemas enfrentados pelos munícipes. A renovação política, portanto, é essencial para garantir que o Legislativo (a Câmara) atue de forma responsiva e alinhada com as demandas da população, especialmente em região tão dinâmica como o Grande ABC.
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